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APETRO sauda investigação a preços dos combustíveis

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A Galp, BP e Repsol, entre outras associadas da APETRO, saudaram esta terça-feira a investigação sobre o aumento das margens de venda dos combustíveis, pedida pelo Governo, que consideram "natural" face à descida do preço de venda ao público.

"Saudamos a iniciativa, mais uma a juntar a outras já realizadas, que vão ao encontro da nossa política de transparência e rigor", afirma a Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO), em comunicado divulgado esta terça-feira.

O comentário da associação surge depois de, no passado fim de semana, ter sido divulgada uma carta enviada pelo secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, à Autoridade da Concorrência a pedir uma investigação acerca do aumento da margem bruta sobre o preço final antes de impostos dos combustíveis face à "evidência que fundamenta um esforço na investigação".

Quanto a esta afirmação, de aumento percentual da margem bruta do setor petrolífero entre 2012 e 2016, a APRETO responde: "É perfeitamente natural que assim seja pois, sendo a parcela correspondente ao valor de ADC (custos de Armazenagem, incluindo reservas obrigatórias, distribuição e comercialização, onde se encontra a margem grossista e retalhista) maioritariamente fixa, e tendo o valor final do PMVP (preço médio de venda ao público) descido, a percentagem que representa neste é superior".

A associação salienta, no entanto, que esta subida da margem bruta "não significa" que a margem comercial do setor petrolífero tenha aumentado, mas antes que se tenha verificado o contrário.

"Comparando os valores médios de 2012 e 2016, o valor de ADC para a Gasolina 95 desceu 2,7 cêntimos/litro e para o Gasóleo Rodoviário desceu 2,1 cêntimos/litro", afirma, acrescentando que nesse período se deu um agravamento da carga fiscal de 8,3 cêntimos por litro na gasolina e de 8,5 cêntimos por litro no gasóleo.

Nesse período, segundo a associação, aumentou também o custo de incorporação de biocombustível, de 1,4 cêntimos por litro na gasolina e de 1,2 cêntimos por litro no gasóleo.

Também a Associação de Revendedores de Combustíveis (Anarec) já reagiu ao pedido de investigação pedido pelo Governo, recusando ter tido algum benefício do aumento da margem bruta sobre o preço final antes de impostos dos combustíveis.

No pedido àquela autoridade, o governante diz ser "difícil compreender como é possível que em três anos de forte e continuada redução do custo das matérias-primas, a margem bruta por litro vendido tenha resistido de forma tão persistente".

Lusa