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Portos portugueses com recorde de carga movimentada até novembro

© Aly Song / Reuters

Os portos comerciais bateram um novo recorde no volume de mercadorias transportadas até novembro, atingindo os 85,4 milhões de toneladas de carga, com Sines a reforçar a liderança, com um quota de 54,8%.

Segundo o relatório da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) divulgado esta terça-feira, Sines é o porto responsável por este crescimento das mercadorias movimentadas nos portos de Portugal continental, anulando as quebras verificadas nos restantes portos, com exceção da Figueira da Foz.

Em novembro, o comportamento da atividade portuária registado no continente, com um crescimento de 4,1% face ao período homólogo de 2015, foi sustentado pelo acréscimo do movimento em Sines, de 6,5 milhões de toneladas, determinando assim um crescimento global líquido de 3,4 milhões de toneladas.

Nos primeiros 11 meses do ano, os portos comerciais do continente movimentaram 85,4 milhões de toneladas de carga nas diversas tipologias, o valor mais elevado de sempre registado nos períodos homólogos, lê-se no relatório divulgado esta terça-feira.

O Porto de Sines - que registou um movimento de 46,8 milhões de toneladas - conseguiu absorver, com o apoio simbólico do Porto da Figueira da Foz, a quebra de 3,2 milhões de toneladas nos restantes portos.

Como resultado deste comportamento, Sines reforçou a sua posição de liderança, passando a deter 54,8% do total do movimento portuário, seguido por Leixões (19,5%), Lisboa (10,6%), Setúbal (7,5%) e Aveiro (4,8%).

O reforço da posição de Sines durante os últimos meses resulta em parte do Terminal Oceânico de Leixões estar, desde março, totalmente paralisado para manutenção em estaleiro da monoboia, tendo a atividade sido reiniciada em outubro.

Já o porto de Faro, sem qualquer movimento de carga desde junho - altura em que a Cimpor, a única cliente, decidiu interromper a atividade do Centro de Produção de Loulé -, deverá voltar à atividade este ano, uma vez que a atividade na fábrica deverá ser retomada em fevereiro.

Lusa