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Sindicatos querem participação no capital e cogestão dos trabalhadores do Novo Banco

A União dos Sindicatos Independentes (USI) quer a participação no capital e a cogestão dos trabalhadores no Novo Banco e que a solução para a instituição corresponda a "um projeto sustentado de desenvolvimento, credível e viável".

Em comunicado, esta confederação sindical que integra dois sindicatos do setor bancário, o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) e o Sindicato Independente da Banca (SIB), afirma que a importância do Novo Banco exige que "seja evitada uma venda precipitada ou que este seja desmembrado, com trágica perda de valor", e que coloque em risco o banco, os colaboradores, mas também a economia portuguesa.

O USI admite que a "cada vez mais aventada nacionalização transitória poderá ser um meio adequado" para garantir que o Novo Banco e as empresas que apoia continuem a ser um fator de desenvolvimento da economia portuguesa.

Já em caso de venda, quer que o novo acionista assegure um projeto que garanta que o Novo Banco "seja uma instituição viável e com futuro" e "não uma oportunidade de especulação financeira, meramente com vista ao desmembramento ou (re)venda do Banco".

"É assim imprescindível que seja tomada uma decisão que, a seu tempo, mas não a destempo, assegure um Novo Banco uno, estável, com compromisso da manutenção dos postos de trabalho e do centro de gestão em Portugal", lê-se na nota.

Quanto à partilha com os colaboradores, a USI defende a possibilidade de participação no capital, "numa parte reservada para o efeito", no caso de futura venda, e a criação "de um sistema de cogestão", que permita aos colaboradores terem "efetiva intervenção na gestão e no futuro do Banco", à semelhança do que "ocorre nas mais avançadas economias europeias".

Especificamente sobre o modelo de cogestão, sublinha ainda que "é decisivo assegurar que os representantes dos trabalhadores integrem os órgãos de fiscalização e de supervisão das empresas".

A USI afirma que, se assim fosse, ter-se-ia provavelmente "evitado o abrupto colapso ou as perdas monumentais que ocorreram em bancos e operadoras de telecomunicações, entre outras", com repercussões a nível nacional e mundial.

A confederação diz estar a acompanhar "atentamente a situação do Novo Banco" e lembra a importância "da instituição de crédito de referência no panorama nacional, mantendo uma importante quota do mercado bancário português", assim como a relevância do seu apoio às pequenas e médias empresas nacionais.

Lusa

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