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Arábia Saudita reitera pagamento de salários atrasados a 86 trabalhadores portugueses

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas disse esta sexta-feira que o Governo da Arábia Saudita reiterou, esta quinta-feira, o seu compromisso de pagar os salários, atrasados há mais de um ano, a 86 trabalhadores portugueses.

José Luís Carneiro afirmou que o embaixador português em Riade foi recebido esta quinta-feira pelo novo ministro do Trabalho saudita, que "reassumiu o compromisso de pagar" os salários em atraso há mais de um ano aos 86 portugueses que trabalhavam para a construtora Saudi Oger, num valor total de 5,7 milhões de euros.

"O Estado saudita disse que remuneraria os trabalhadores e procederia depois a um diálogo com a empresa" para ser ressarcido deste valor, esclareceu o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, numa resposta à deputada do Bloco de Esquerda Domicília Costa, durante uma audição na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas.

Esta garantia já tinha sido dada, no ano passado, ao Governo português pelas autoridades sauditas, mas entretanto o executivo de Riade mudou o ministro do Trabalho, que era quem conduzia o processo.

Carneiro reconheceu que esta é uma "matéria sensível" por se tratar de uma empresa privada.

Num contacto com a Lusa em setembro, alguns dos trabalhadores relataram estar "em desespero", numa "situação muitíssimo complicada, sem dinheiro, sem seguros de saúde ou assistência médica e sem condições de alojamento".

Esta sexta-feira, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas disse que o Governo recebeu pedidos de apoio por parte de duas famílias, e que o processo foi articulado com a Segurança Social.

A Saudi Oger, uma das maiores empresas de construção sauditas, que chegou a empregar 24.000 pessoas, viu a sua situação financeira deteriorar-se depois de o governo saudita, ante a acentuada quebra nas receitas do petróleo, adotar um plano de redução da despesa que levou ao cancelamento de dezenas de obras públicas e ao adiamento de pagamentos às construtoras.

Lusa

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