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Pinho, Centeno e a Padaria Portuguesa: as nossas voltas com os salários baixos

Nuno Carvalho, da Padaria Portuguesa, não é o primeiro a ser apanhado numa polémica sobre salários baixos. As suas posições são naturalmente defendidas por muitos empresários, gestores e economistas. As polémicas mais sérias foram com políticos e apanharam em cheio ministros socialistas, com Manuel Pinho no pódio, quando resolveu dizer na China uma coisa diferente do que dizia em Portugal...

Ouve o que eu digo no estrangeiro, não ouças o que eu digo em Portugal... As duas polémicas mais duras com as "vantagens" de Portugal ser um país com salários baixos e competitivos têm traços comuns: a) ministros de governos socialistas; b) viagens ao estrangeiro; c) captação de investimento estrangeiro. Tanto Manuel Pinho, ministro da Economia de José Sócrates, como Mário Centeno, atual ministro das Finanças, fizeram declarações polémicas em viagens onde estavam a falar para investidores estrangeiros.

Nos seus argumentos, o fator salarial acabou sempre por valer bastante. É que, apesar de defenderem publicamente que a economia portuguesa se deve desenvoler pela inovação e conhecimento, os dois ministros sabem perfeitamente que o peso dos salários numa decisão de investimento é enorme e que Portugal é um dos países da UE com ordenados mais baixos. Nesse sentido, o "fator salários baixos" é determinante na argumentação dos governos portugueses quando tentam captar investimentos.

O problema das declarações de Manuel Pinho e de Mário Centeno é que fizeram ricochete interno. Na verdade, Centeno até conseguiu que a polémica passasse com alguma rapidez. Mas Manuel Pinho nunca mais se livrou destas declarações feitas na China. Nada do que Manuel Pinho disse era novo ou tecnicamente errado. Do ponto vista económico estava tudo certo. Mas politicamente as coisas são diferentes e, por vezes, pegam fogo.

Nuno Carvalho, um dos donos da Padaria Portuguesa, sentiu isso hoje de forma parecida. Nada do que ele disse sobre a legislação laboral ou mercado de trabalho é inédito. Repetiu o que muito empresários, gestores, economistas ou políticos dizem há muitos anos. Mas hoje, sobretudo por causa de um post de Daniel Oliveira no Facebook, sentiu a polémica na pele.

Num post de facebook republicou o texto de Daniel Olivera, com a expressão inglesa "Haters gonna hate", que se pode traduzir por "os que odeiam vão sempre odiar" ou "os que odeiam, odeiam sempre".

A meio da tarde, a expressão Padaria Portuguesa, era tendência no twitter, numa lista encabeçada pela transferência de Gonçalo Guedes do Benfica para o PSG.

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