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Metro do Porto transportou 58 milhões de clientes em 2016

(Lusa/Arquivo)

LUSA

O presidente do conselho de administração da Metro do Porto, Jorge Delgado, revelou esta terça-feira terem sido transportados 58 milhões de clientes em 2016, ano em que a taxa de cobertura se cifrou em 114%.

Em conferência de imprensa realizada esta manhã para anunciar a construção de linhas no Porto e em Gaia no âmbito da expansão da rede, Jorge Delgado adiantou ainda que a Metro registou um EBITDA (resultados antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) em 2016 de 13,8 milhões de euros.

Com estes números, a Metro do Porto teve assim em 2016, em que foram repostos quatro feriados, o melhor ano em termos de procura, com um crescimento de 0,4% face a 2015, quando registou 57,7 milhões de validações.

A taxa de cobertura (dos custos diretos de operação pela receita de bilhética) em 2016 foi também superior, já que em 2015 se cifrou em 105,9%.

Jorge Delgado disse ainda que o Metro do Porto permitiu no ano passado retirar "12 mil carros/dia da rua" e evitou a emissão de "55 mil toneladas de CO2".

O "índice de satisfação dos clientes" em 2016 foi "elevado", disse.

O presidente da empresa destacou o facto de o metro ser "um projeto completamente consolidado e reconhecido" e previu que até ao verão deste ano esteja construída a sua 82.ª estação, em Modivas, concelho de Vila do Conde.

Quanto aos critérios definidos para a expansão da rede, anunciada esta terça-feira, Jorge Delgado destacou a cobertura de zonas chave, bem como a preocupação de escolher linhas que se encaixassem na dotação orçamental disponível (cerca de 290 milhões de euros) e que correspondessem a uma taxa de cobertura superior a 90%.

O conselho de administração da Metro do Porto decidiu e anunciou hoje as novas linhas a construir na Área Metropolitana do Porto (AMP) entre 2018 e 2021, designadamente a nova linha Rosa, entre a Casa da Música e a estação de S. Bento, no Porto, e a extensão da Linha Amarela até Vila D'Este, em Gaia.

"As outras linhas ou combinação de linhas [que foram estudadas] têm uma performance pior", afirmou Jorge Delgado.

Neste processo, a Metro do Porto decidiu "revisitar" as linhas que estavam já projetadas para a expansão da 2.ª fase da rede, em 2011, designadamente Matosinhos Sul -- Estação de S. Bento, via Campo Alegre (Porto), Fonte do Cuco -- Polo Universitário (Porto), Campanhã -- Valbom (Gondomar), Santo Ovídeo -- Vila D'Este (Gaia), Casa da Música - Devesas (Gaia, com nova ponte), ISMAI -- Trofa e FEUP -- Maia.
A Metro do Porto é detida a 60% pelo Estado, sendo os restantes 40% da Área Metropolitana do Porto.

Lusa

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