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Ministro da Agricultura diz que 2016 foi o ano de "arrumar a casa"

Ministro da Agricultura,Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos

JO\303\203O RELVAS

O ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, realçou hoje no Parlamento que o ano passado foi decisivo para resolver uma série de problemas no setor, destacando o esforço feito pelo Governo para executar os fundos comunitários.

"2016 foi o ano de arrumar a casa", lançou Capoulas Santos durante a sua intervenção inicial na primeira audição do ano na Comissão de Agricultura e Mar.

O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural apontou, entre outros, para a "paralisia" em que o atual executivo encontrou o Programa de Desenvolvimento Rural (PDR), a dívida às seguradoras na ordem dos 20 milhões de euros - que está a ser amortizada -, o "problema de subfinanciamento" no Alqueva e o programa das florestas.

"A prioridade foi arrumar a casa, resolver os problemas financeiros, por o PDR a funcionar, resolver o problema do Alqueva e desenvolver o programa das florestas", vincou o governante, recuperando ainda as crises no setor dos suínos e do leite.Capoulas Santos realçou que "todos esses problemas estão resolvidos", assinalando ainda que tinha assumido no início do ano passado a intenção de executar a 100% os fundos comunitários destinados aos agricultores.

"Este compromisso foi integralmente honrado. Não só cumprimos, como ultrapassamos os montantes celebrados no Orçamento", destacou o ministro.

"Conseguimos por o PDR quase em dia e o objetivo é até março ou abril o conseguirmos fazer", sublinhou, referindo que 2016 foi o melhor ano ao nível da execução de fundos.

"Foram transferidos durante o ano mais de 1.700 milhões de euros para o setor", disse o responsável.

"Entre abril e dezembro de 2016 foram executados mais de oito mil projetos. Isto significa que, em oito meses, executámos mais projetos do que naquele que era até agora o melhor ano, 2010", vincou.

"Estamos em primeiro lugar ao nível da União Europeia na execução financeira do primeiro pilar [onde se insere a Política Agrícola Comum (PAC)] e no quinto no segundo pilar [respeitante à execução financeira dos programas de desenvolvimento rural]. Procuraremos no ano que vem ultrapassar esta performance", afirmou Capoulas Santos.

"Até março, abril, a situação estará regularizada em relação à recuperação do atraso no passado", garantiu o governante, apontando ainda para a candidatura ao financiamento do Banco Europeu de Investimento (BEI)."Para a próxima semana temos uma reunião com um responsável [do BEI] e esperamos uma decisão lá para março ou abril", adiantou o ministro.

Lusa

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