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BPI cai quase 10% para 0,947 euros e Bolsa de Lisboa negoceia no vermelho

© Rafael Marchante / Reuters

O principal índice da bolsa portuguesa, o PSI20, estava esta quinta-feira em baixa, com o BPI e o BCP a liderarem as perdas, a descerem 9,81% para 0,947 euros e 5,07% para 0,1386 euros.

Cerca das 09:10 em Lisboa, o PSI20 estava a descer 0,75% para 4.527,54 pontos, com 10 "papéis" a desvalorizarem-se, sete a subirem e um inalterado.

No último dia no PSI20, as ações do BPI estão a negociar em mínimos de 12 meses e as do BCP estão a perder terreno, na sessão em que as novas ações do banco liderado por Nuno Amado começaram a ser negociadas, depois de um aumento de capital de 1,33 mil milhões de euros, que foi totalmente subscrito.

"A Euronext comunica que, na sequência dos resultados alcançados na Oferta Pública de Aquisição do CaixaBank sobre o BPI, e face à informação disponível à data, foi decidida a exclusão das ações do Banco BPI do índice PSI 20", anunciou.

Na sequência da OPA lançada já em 2016 pelo CaixaBank, foi conhecido na quarta-feira que o grupo financeiro catalão passou a deter 84,5% dos direitos de voto do banco BPI, num investimento total de 644,5 milhões de euros.

De fora ficou cerca de 15% do capital, cujos acionistas não aceitaram a proposta do grupo bancário espanhol por 1,134 euros por ação, percentagem que inclui a seguradora Allianz, que manteve uma posição (detinha cerca de 8%) tendo em conta o acordo que tem com o BPI para a colocação dos seus produtos.

Com a grande maioria do capital social do BPI controlado pelo grupo espanhol, há agora o risco de os acionistas que não venderam capital na OPA, nomeadamente os pequenos investidores, assistirem a uma desvalorização dos seus títulos em bolsa, uma vez que a dispersão do capital do banco em mercado fica reduzida e os títulos ficam com pouca liquidez, diminuindo o seu valor.

O líder do Caixabank, Gonzalo Cortázar, disse que tem a "intenção de manter o banco cotado" em bolsa, pelo menos para já.

Em sentido contrário, os "papéis" da Pharol e da Sonae Capital eram os que mais avançavam, estando a subir 5,60% para 0,358 euros e 1,31% para 0,694 euros.

Na Europa, as principais bolsas estavam hoje de manhã em alta, à espera de uma nova ronda de apresentação de resultados de diversas empresas, como os banco Société Générale e da petrolífera Total em França, ou os do Commerzbank, segundo maior banco da Alemanha e parcialmente nacionalizado.

Os investidores também vão estar atentos à reunião entre a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi.

Na Alemanha, vão ser conhecidos hoje os dados das exportações em dezembro.

Nos Estados Unidos vão ser publicados hoje os resultados da Twitter e da Coca-Cola, enquanto o porta-voz do Fundo Monetário Internacional (FMI), Gerry Rice, participará na habitual conferência de imprensa quinzenal sobre a atualidade do organismo.

Em Nova Iorque, Wall Street terminou em baixa na quarta-feira, com o Dow Jones a cair 0,18% para 20.054,34 pontos, depois de ter subido até aos 20.100,91 pontos em 26 de janeiro, um máximo desde que foi criado em 1896.

A nível cambial, o euro abriu em baixa no mercado de divisas de Frankfurt, a descer para 1,0674 dólares, contra 1,0703 na quarta-feira.
O barril de petróleo Brent, para entrega em abril, abriu hoje em alta, a cotar-se a 55,40 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, mais 0,50% do que no encerramento da sessão anterior.

Lusa

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