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Iberdrola assina hoje projeto de construção do Sistema Eletroprodutor do Tâmega

Andres Kudacki

A Iberdrola apresenta esta quinta-feira o Sistema Eletroprodutor do Tâmega. Este é um investimento de 1.500 milhões de Euros que contempla a construção de três barragens: Daivões, Gouvães e Alto Tâmega.

A Iberdrola é uma empresa espanhola de produção de energia através de fontes renováveis e o lançamento deste projeto remonta a 2008, quando a empresa "entregou" 303 milhões de euros ao Governo de Sócrates.

O plano inicial era construir no Tâmega um complexo hidroelétrico com quatro centrais: Gouvães, Alto Tâmega, Daivões e Padroselos. A última acabou por ser retirada do projeto por questões ambientais.

Em 2014, a Iberdrola firmou o contrato de concessão, mas só agora o projeto começa a sair do papel. Esta quinta-feira a Iberdrola assina formalmente o arranque das construções para as barragens, que ficarão na sua "mão" durante 70 anos.

O projeto inclui a construção de duas cavernas onde serão colocados quatro geradores de 220 kilowatts cada e vários transformadores.

A empresa espera que este projeto crie no norte de Portugal mais de 13 mil empregos, diretos e indiretos, sublinhando que se trata do maior projeto industrial no setor elétrico português.

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    Opinião

    O professor de Engenharia do Ambiente, Joanaz de Melo, diz que a construção de três barragens pelos espanhóis da Iberdrola no norte do país "é uma fraude" que vai encarecer a fatura da luz entre 2% a 3%. Segundo o presidente do Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), o empreendimento é irrelevante na produção de energia elétrica e vai afectar a economia local do Tâmega.

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    Edição da Manhã

    A Iberdrola apresenta hoje o Sistema Eletroprodutor do Tâmega, um investimento de 1.500 milhões de Euros que contempla a construção de três barragens: Daivões, Gouvães e Alto Tâmega. Joanaz de Melo, do GEOTA, esteve na Edição da Manhã de hoje para falar sobre o projeto.