sicnot

Perfil

Economia

Angola quer fortalecer relações com Portugal e admite parcerias público-privadas

© Andres Stapff / Reuters

O chefe da diplomacia angolana, Georges Chikoti, afirmou esta sexta-feira o interesse de Angola e Portugal fortalecerem as relações político-diplomáticas para potenciar uma maior aproximação no setor dos negócios e mesmo o desenvolvimento de parcerias público-privadas.

O governante angolano discursava em Luanda na abertura das conversações com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, que esta sexta-feira inicia uma visita oficial de três dias a Angola.

Para Georges Chikoti, esta visita é "uma demonstração do interesse inequívoco" dos dois países na "contínua dinamização das relações bilaterais e na identificação de novas oportunidades de parcerias mutuamente vantajosas".

"Neste contexto, o estado atual das nossas relações político-diplomáticas e de cooperação deve ser cada vez mais fortalecido, sendo por isso necessário a promoção e o incremento do diálogo político ao mais alto nível com vista à criação das condições objetivas para a aproximação do setor dos negócios e desenvolvimento de parcerias privadas ou público-privadas", disse o ministro das Relações Exteriores de Angola, na receção à comitiva portuguesa.

O ministro português chegou esta sexta-feira a Luanda para uma visita oficial de três dias, numa deslocação que aposta no reforço da cooperação económica e que prevê, esta manhã, uma receção pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

Portugal recuperou no terceiro trimestre de 2016 a liderança nas origens das importações angolanas, antes dominadas pela China, que no entanto permanece no topo dos destinos das exportações de Angola, comprando praticamente metade do petróleo produzido no país.

Nesta visita oficial, Augusto Santos Silva faz-se acompanhar pelos secretários de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, e da Agricultura, Luís Medeiros Vieira.

Para Georges Chikoti, esta visita deverá servir para o "intercâmbio de ideias sobre as possibilidades e as formas de estimular a cooperação económica", que apresenta um "universo de oportunidades" que merecem ser mais bem exploradas, nomeadamente no setor da Agricultura, uma das prioridades definidas pelo Governo angolano como resposta à crise que resultou da quebra nas receitas com a exportação de petróleo.

"A agricultura constitui a alavanca do processo, pois para além de ser o setor que mais emprega, contribui significativamente para a redução da fome e da pobreza da população rural, numa visão de tornar o país autossuficiente" em termos alimentares.

O Governante angolano sublinhou que a nova legislação sobre o investimento privado, nomeadamente o valor mínimo para investir em Angola, e a redução no "excesso de burocracia" na emissão de vistos, vieram "dar resposta" a algumas das "preocupações frequentemente apresentadas" pelos empresários portugueses e não só.

"As novas modalidades de incentivos estão mais atrativas, por esta razão encorajamos os investidores portugueses a encararem o futuro com otimismo", disse Chikoti, dirigindo-se à comitiva portuguesa.

A visita de Augusto Santos Silva visa igualmente preparar a anunciada deslocação oficial do primeiro-ministro português, António Costa, a Angola.

No sábado, o governante português inicia as visitas às províncias do Huambo e Benguela, e no domingo, a da Huíla.

Lusa

  • Atrás das Câmaras em Mirandela
    2:36

    Atrás das Câmaras

    A SIC está a percorrer o pais para ouvir as historias dos municípios e dos eleitores. Até às autárquicas, o programa opinião pública dá lugar ao Atrás das Câmaras, que hoje está em Mirandela, no distrito de Bragança, como conta a repórter Catarina Lázaro.

    Hoje na SIC e SIC Notícias

  • Ambiente e direitos humanos dominam discurso de Costa na ONU
    2:03
  • "Não é possível fazer tudo ao mesmo tempo"
    0:39

    Orçamento do Estado 2018

    O deputado e economista do PS Paulo Trigo Pereira defende que o desagravamento fiscal que o Governo quer pôr em marcha é "moderado". Em entrevista ao Público e à Renascença, o socialista diz que é preciso realismo e que é uma "alquimia" mexer ao mesmo tempo nas carreiras, pensões e rendimentos dos trabalhadores.

  • Como fazer negócios no mercado dos leilões
    7:15