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Saída da França da zona euro pode custar mais de 30.000 M€ por ano

O governador do banco central francês advertiu hoje que o plano para a França abandonar a zona euro, prometido pela candidata à presidência Marine Le Pen, custaria ao país mais de 30 mil milhões de euros por ano.

A menos de três meses da primeira volta para as presidenciais francesas, marcada para 7 de maio, a candidata Marine Le Pen está bem colocada para passar à segunda volta, defendendo cortes na imigração, abandono da zona euro e a organização de um referendo sobre a permanência da França na União Europeia.


O governador do Banco de França, Francois Villeroy de Galhau, referiu hoje que a saída da França da zona euro aumentaria o custo do financiamento do país.


"Se estivéssemos sozinhos, ficaríamos desamparados perante a especulação do mercado financeiro e desamparados perante a pressão dos EUA sobre o dólar", disse Galhau à rádio France Inter.


"Financiar a dívida pública da França custaria mais de 30 mil milhões de euros (31 mil milhões de dólares) por ano, equivalente ao orçamento anual da defesa da França", adiantou o governador.


Galhau não deu uma análise do cálculo, mas disse que os juros da dívida da França caíram 1,5% desde que adotou a moeda única.
"Isso é muito significativo para as pessoas com empréstimos para habitação, para investimentos comerciais e para todos os contribuintes", disse o governador.


Le Pen defende que a França precisa de voltar a assumir o controlo da política monetária para fomentar o crescimento económico. A estimativa de crescimento do Produto Interno de Bruto (PIB) de França é de 1,3% em 2017, abaixo da média da zona euro (1,7%).


Galhau reconheceu que a economia francesa precisa de ser "reparada e remodelada", mas rejeitou a noção de que o euro é o responsável.


"Muitos países que partilham o euro com a França estão a ter um bom desempenho económico", afirmou Galhau, alertando para o "derrube de fundações, como do euro", que "constitui uma base muito forte em tempos incertos".

Lusa

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