sicnot

Perfil

Economia

UTAO estima que dívida pública tenha subido para 130,2% do PIB em 2016

© Ralph Orlowski / Reuters

A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) estima que a dívida pública tenha subido para 130,2% do PIB no conjunto do ano passado, acima do previsto pelo Governo não só para 2016, mas também para este ano.

"A UTAO estima que a dívida pública em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) no final de 2016 se tenha situado entre 129,8% e 130,5% do PIB", sendo o valor central da estimativa 130,2%, segundo uma nota do grupo de especialistas independentes que apoia o parlamento e a que a agência Lusa teve hoje acesso.

Esta estimativa, a confirmar-se, significa um decréscimo face ao valor registado no final do terceiro trimestre do ano passado, de 133,4% do PIB, mas significa um aumento em relação a 2015 e "um desvio face ao previsto para o final do ano pelo Ministério das Finanças no âmbito do Orçamento do Estado para 2017 (OE2017)".

No documento, o Governo estimava um aumento na dívida pública, que foi de 129% em 2015, para 129,7% em 2016 (a estimativa da UTAO é superior em 0,5 pontos percentuais do PIB), e uma redução depois para 128,3% do PIB.

"Para este desvio terá contribuído o acréscimo de depósitos da administração central de 13.300 milhões de euros no final de 2015 para 17.300 milhões de euros, quando se encontrava prevista no OE2017 uma estabilização", justifica a UTAO.
Os especialistas sublinham também que a dívida pública excluindo os depósitos da administração central poderá atingir 120,8% do PIB no final de 2016, o que representa um decréscimo de 0,8 pontos percentuais face a 2015.

A Unidade afirma também que "para o aumento anual de 1,2 pontos percentuais do PIB contribuiu, sobretudo, o ajustamento défice-dívida, em 2,8 pontos percentuais do PIB, representando o efeito dinâmico um acréscimo de dívida de 0,3 pontos percentuais do PIB (devido a uma despesa de juros superior ao efeito positivo que adveio do aumento do PIB nominal)".

Em sentido contrário, acrescenta a UTAO, "o saldo primário deverá dar um contributo favorável para a redução da dívida pública em 2016, de -2,0 pontos percentuais do PIB".

Segudo os técnicos, este o ajustamento défice-dívida "deverá vir a ser superior" ao previsto no OE2017, devido, em parte, "à maior constituição de depósitos pela administração central, apesar de, em sentido contrário, se terem registado menos dotações de capital e empréstimos de médio e longo prazo às empresas públicas, bem como mais reembolsos antecipados do empréstimo do Fundo Monetário Internacional (4.500 milhões de euros face aos 2.000 milhões projetados no âmbito do OE2017)".

A Comissão Europeia divulgou hoje as previsões económicas de inverno, nas quais estima que a dívida pública portuguesa, na ótica de Maastricht, tenha subido para 130,5% do PIB em 2016.


Lusa

  • Aviação russa matou mais de 11 mil pessoas na Síria

    Mundo

    Pelo menos 11.612 pessoas morreram na Síria em resultado dos bombardeamentos da aviação russa, aliada do Governo de Damasco, iniciados em 30 de setembro de 2015, de acordo com dados publicados hoje pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

  • Mais de 500 casos de sarampo na Europa este ano, avisa OMS

    Mundo

    Mais de 500 casos de sarampo foram reportados só este ano na Europa, afetando pelo menos sete países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em Portugal, a OMS reconheceu oficialmente a eliminação do vírus do sarampo no verão do ano passado.