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INE divulga hoje crescimento da economia em 2016 

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga hoje o valor do crescimento da economia portuguesa no conjunto de 2016, com a Comissão Europeia e os economistas contactados pela Lusa a estimarem uma subida do PIB de 1,3%.

Na segunda-feira, a Comissão Europeia reviu em alta a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) português, prevendo que tenha subido 1,3%, um valor semelhante à média de previsões de analistas contactados pela agência Lusa.

Embora ligeiramente acima da previsão de 1,2% estimada pelo Governo no Orçamento do Estado para 2017 (em outubro), este valor, a confirmar-se, revela um abrandamento do crescimento do PIB face a 2015, quando progrediu 1,5%.

A Comissão Europeia justificou a melhoria da previsão devido a um "forte desempenho na segunda metade do ano, particularmente no turismo", e no consumo privado, apesar da contração no investimento.

Já entre as estimativas recolhidas pela Lusa, é o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) que apresenta a estimativa de crescimento mais otimista, de 1,4%, depois de um quarto trimestre do ano que "correu bastante bem".

Após o crescimento económico no terceiro trimestre (0,8% em cadeia e 1,6% em termos homólogos) ter apanhado os analistas de surpresa, o ISEG antecipa que este ritmo se tenha mantido nos últimos três meses do ano, ao crescer também 0,8% em cadeia e 2% em termos homólogos.

Segundo António da Ascensão Costa, do ISEG, foi "claramente o consumo privado" a explicar o crescimento de 2016, que, no segundo semestre, acelerou, "começando a responder a um conjunto de medidas que tinham sido tomadas" pelo Governo, como o fim faseado dos cortes salariais na Administração Pública.

Por sua vez, o Núcleo de Conjuntura da Economia Portuguesa (NECEP) da Universidade Católica prevê que o PIB tenha subido 1,3% em 2016, estimativa influenciada também pela "surpresa positiva" do terceiro trimestre.

Nesse sentido, o NECEP antecipa que o PIB tenha crescido, no quarto trimestre, 0,6% em cadeia e 1,8% em termos homólogos.Questionado sobre o que explica o crescimento económico no conjunto do ano, João Borges de Assunção, da Católica, disse que "uma das possibilidades é a maneira como o próprio Governo construiu a política orçamental em 2016, porque há uma série de efeitos que só ocorreram no final do ano", como a reposição dos salários da função pública e a redução do IVA na restauração.

O BPI, por sua vez, antecipa que a economia tenha crescido entre 1,2% e 1,3% em 2016, depois de um quarto trimestre com uma subida entre 0,4% e 0,5% em cadeia e entre 1,6% e 1,8% em termos homólogos.

"Parece-nos que, atendendo também à dinâmica do resto do ano, os principais contributos poderão ser das exportações e do consumo privado também. E depois nota-se uma tentativa de estabilização das exportações para Angola que têm um peso significativo ainda. Também deverá ponderar o reforço da atividade de turismo", disse a economista-chefe do BPI, Paula Carvalho.

Já o Montepio apresenta a estimativa mais pessimista, antecipando que o PIB cresça 1,2% no conjunto de 2016 -- em linha com o Governo.

"O abrandamento face a 2015 resultou sobretudo do investimento em capital fixo, que terá caído em 2016", destacou o economista-chefe do banco, Rui Bernardes Serra.

O economista salientou ainda que o consumo privado também terá tido "algum abrandamento", enquanto as "exportações líquidas terão tido um contributo ligeiramente positivo para o crescimento".

Lusa

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