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Sabadell diz que políticas de Trump e o Brexit serão boas para os bancos

O presidente do espanhol Banco Sabadell está "otimista" quanto aos efeitos que terão sobre as finanças as políticas da nova presidência dos Estados Unidos, com Donald Trump, e a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit).

Os Estados Unidos e o Reino Unido [e também o México] são alguns dos países em que o Sabadell tem investimentos fora de Espanha.

Em declarações aos jornalistas no México, onde apresentou um balanço do primeiro ano de atividade da filial comercial do banco naquele país, Jaime Guardiola, disse que as perspetivas são melhores agora do que há uns tempos, especialmente nos Estados Unidos.

"A minha visão quanto ao sistema financeiro é de que estamos num momento mais otimista a nível internacional do que estávamos há algum tempo", disse Jaime Guardiola.

O máximo responsável executivo do Sabadell especificou mesmo que "nos Estados Unidos [o momento] é de muito otimismo" devido a propostas introduzidas por Trump como "a expansão fiscal", ou seja "a redução de impostos e os gastos em infraestruturas [investimento público] ".

Também fez referência ao "anúncio de desregulação" por parte de Donald Trump.

Tudo isso, ressalvou, apesar de "uma dose de protecionismo"."Vamos ver o que será isso exatamente, mas que vai haver vai", realçou.

"Essa combinação [de medidas] abre uma boa perspetiva para o setor financeiro nos Estados Unidos e é por isso que a valorização em bolsa está tão alta", disse Jaime Guardiola, referindo mesmo que até "houve um pouco de festa".

responsável do Sabadell disse que se vivem dias de "euforia" na Florida (sul dos Estados Unidos), onde o banco espanhol tem a base da sua operação em território norte-americano.

Recordou ainda que "um dólar forte com subidas de taxas de juro da Reserva Federal" tem um "efeito de arrasto" que se está a refletir no Reino Unido.

"A desvalorização da moeda britânica (a libra esterlina) após o [anúncio do] Brexit deu origem a que as importações se tenham tornado mais caras em libras", disse Jaime Guardiola, explicando que isso está a trazer "inflação".

No entanto, a longo prazo esse aumento de preços vai fazer com que o banco central britânico comece a aumentar as taxas de juro, o que beneficia as entidades financeiras.

Com quatro milhões de clientes e 600 sucursais no Reino Unido, o Sbadell está "muito tranquilo", porque cresceu "em créditos e em depósitos acima dos 10%".

Ainda que a operação venha a ser afetada em certa medida pela desvalorização da libra, a entidade tem "cobertura de capital", realçou.

"Acreditamos muito no Reino Unido", disse Jaime Guardiola, acrescentando que "a reação da economia inglesa ao Brexit foi muito melhor do que se anunciava ou do que o esperado".

Além disso, o responsável do Sabadell prevê que o processo de saída da União Europeia - que o governo britânico pode desencadear já em março, mas tardará dois anos a negociar - vai culminar num "acordo com o mínimo de prejuízo" para o Reino Unido e para a UE, "porque [o contrário] não convém a ninguém".

Lusa


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