sicnot

Perfil

Economia

CDS-PP exige detalhes sobre novo aeroporto de Lisboa

O CDS-PP questionou hoje o Ministério do Planeamento sobre o novo aeroporto, exigindo detalhe sobre estudos de tráfego, de capacidade, de impacto ambiental, e custos sobre o atual aeroporto e a opção do Montijo.

O documento assinado pelo líder parlamentar, Nuno Magalhães e pelo deputado Hélder Amaral começa por questionar a tutela sobre os fatores de capacidade atingidos no aeroporto Humberto Delgado, além do número de passageiros, e a capacidade de atribuição de slots (autorizações de movimentos de voos).

Os deputados centristas querem saber quais os estudos de impacto ambiental, entregues ao Governo que deram cobertura a uma solução aeroportuária no Montijo e os estudos de tráfego aéreo que aconselhem a necessidade de uma solução complementar ao Aeroporto Humberto Delgado.

"Quais as companhias que manifestaram a intenção de operar no Montijo? As low cost, como só transportam passageiros, seriam as que melhor se adequariam à operação do Montijo, contudo têm atualmente o direito de operar na Portela, logo, e à partida, só com algum tipo de contrapartida teriam interesse em se deslocar", expõem.

Os deputados do CDS querem saber se estas companhias terão algum tipo de contrapartidas financeiras, nomeadamente nos preços das taxas aeroportuárias a aplicar no Montijo, perguntando também se há estudos que apontem para os valores de taxas aeroportuárias a ser aplicados, em geral.

"Quanto receberá a Força Aérea pela utilização da sua infraestrutura", questionam.

O CDS pergunta ainda se o Montijo será apenas um terminal de passageiros ou terá também carga e se estará envolvido na receção de correio.

Na pergunta dirigida ao Ministério do Planeamento e Infraestruturas, os centristas querem saber o custo estimado para a recolocação de aeronaves, e de outros bens da Força Aérea Portuguesa, em outras bases militares, bem como se o novo sistema de gestão de tráfego aéreo adquirido pela NAV já suporta a "nova realidade operacional do Montijo".

"Quem é que vai ser responsável pela segurança dentro da base militar? Dentro do terminal de passageiros, e num possível terminal de carga e correio, não será difícil adivinhar que a responsabilidade será da PSP ou da GNR, mas nas outras áreas, nomeadamente do 'Lado AR', a responsabilidade será militar? A quem se paga esses serviços, quem paga e como se paga", questionam.O Governo e a ANA - Aeroporto de Portugal assinaram quarta-feira um memorando de entendimento para aprofundarem o estudo da base aérea do Montijo como opção de aeroporto complementar para Lisboa.

Nessa ocasião, o primeiro-ministro, António Costa, defendeu que a utilização do Montijo como aeroporto complementar de Lisboa é a solução de "maior viabilidade", sendo agora necessário "maximizar oportunidades" e os "ganhos" para o desenvolvimento regional."Acho que o país já estudou o que tinha a estudar. Importa decidir o que se tem de decidir", declarou o chefe do Governo.

  • Morreu o companheiro de Nelson Mandela

    Mundo

    Ahmed Kathrada, activista e ícone sul-africano que lutou ao lado de Mandela contra o "apartheid" morreu hoje aos 87 anos, informou a fundação de caridade Kathrada.

  • Mais de um milhão de crianças em risco de morrer à fome
    1:23
  • Vidas Suspensas: Delfim 353
    29:30
  • Esquerda contra a venda do Novo Banco
    1:51

    Economia

    O futuro do Novo Banco promete agitar a maioria de esquerda nas próximas semanas. O Bloco de Esquerda e o PCP estão contra os planos de privatização e insistem que a solução é nacionalizar o banco. O Bloco de Esquerda defende que privatizar 75% é o pior de dois mundos. Já o PCP diz que o banco deve ser integrado no setor público.

  • Identificadas 10 mil vítimas de violência em 2016
    1:32

    País

    Há cada vez mais homens e idosos a pedirem ajuda à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima. Segundo o relatório anual da APAV conhecido esta segunda-feira, foram identificadas quase 10 mil vítimas de violência no ano passado. Cerca de 80% são mulheres casadas e com cerca de 50 anos.