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Lucro dos CTT cai 13,7% para 62,2 ME em 2016

© Hugo Correia / Reuters

O lucro dos CTT caiu 13,7% no ano passado, face a 2015, para 62,2 milhões de euros, anunciaram esta quinta-feira os Correios de Portugal em comunicado ao mercado.

Excluindo o impacto do Banco CTT, o lucro dos CTT aumentava 5,6% para 85,5 milhões de euros, adiantaram os CTT em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Em 2016, os rendimentos operacionais diminuíram 4,2% para 696,8 milhões de euros, com as vendas e serviços prestados a recuar 5% para 669,7 milhões de euros e os outros rendimentos e ganhos operacionais a aumentar 23,2% para 27,1 milhões de euros.

"O aumento de preços dos serviços de correio em 2016 não permitiu compensar a queda do tráfego de correio endereçado que se situou nos -4,2%, muito influenciada por uma redução mais acentuada no quarto trimestre", referem os CTT.

"No correio de grandes clientes, a queda no correio registado provocou uma deterioração da receita média unitária deste segmento superior a 2%, agravando o efeito da redução de tráfego nos rendimentos", adiantaram.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) diminuiu 24,2% para 102,1 milhões de euros. No período em análise, por áreas de negócio, os rendimentos do correio diminuíram 3,8% (533,6 milhões de euros), as do expresso e encomendas desceram 8% (para 120,8 milhões de euros) e as dos serviços financeiros caíram 6% para 70,8 milhões de euros.

No ano passado, os rendimentos da área de negócio Banco CTT ascenderam a 961,7 mil euros.Para a quebra do correio endereçado, que diminuiu 4,2% para 780,2 milhões de euros, "contribuiu, sobretudo, a ocorrência de menos quatro dias úteis devida à reposição de quatro feriados nacionais, com efeitos no tráfego no quarto trimestre, e a redução dos consumos dos grandes e médios clientes empresariais, quer pelo normal efeito de substituição da comunicação física pela digital, quer pela alteração do perfil de consumo (campanhas ou iniciativas não realizadas)".

"A variação média dos preços do Serviço Universal em 2016 versus o ano anterior foi de 1,1%, contribuindo, juntamente com o crescimento do correio internacional de chegada, para atenuar o efeito da queda do tráfego na receita do correio endereçado", prosseguem.

"Esta variação decorreu sobretudo da atualização dos preços do cabaz de serviços de correspondências, correio editorial e encomendas que ocorreu a partir de 1 de fevereiro, das alterações da política de descontos e da própria estrutura do tráfego em termos dos vários produtos e escalões de peso", salientam.

O tráfego de correio transacional caiu 3,7% para 662,8 milhões de euros, influenciado pelas quebras dos tráfegos do correio normal (-3,4%), correio registado (-8,8%), correio prioritário (-8,8%), correio verde (-2,7%) e correio internacional de saída (-2,4%), mas "em contrapartida o correio internacional de chegada teve uma evolução positiva (+5,2%)".

O decréscimo do correio registado "deveu-se à redução à redução dos consumos do setor Estado e Administração Pública, em particular da Autoridade Tributária, que tem vindo, desde o terceiro trimestre de 2015, a reduzir a utilização deste tipo de correio".

Sem a redução de tráfego deste tipo de correio com origem na Autoridade Tributária, que foi de 35% no ano passado, o correio registado "teria apresentado um crescimento de 1,3% face ao ano anterior, mostrando a sua resiliência como forma de comunicação de valor acrescentado para os utilizadores".

O tráfego do correio normal caiu essencialmente no último trimestre do ano passado (-5,4%), "devido fundamentalmente à redução de correio enviado por alguns grandes clientes dos setores da banca (-6,5%), telecomunicações (-12,5%) e outras 'utilities' (empresas de serviços básicos) (-5,9%) e também pelos clientes de média dimensão".

Os CTT referem que "tais reduções deveram-se sobretudo à contínua substituição das comunicações físicas pelas digitais e também, ainda com pouca expressão, ao recurso a outros operadores que chegaram ao mercado".

Por sua vez, o tráfego de correio editorial nacional continuou a cair "com origem sobretudo na redução do consumo dos clientes contratuais", e o correio publicitário endereçado "decresceu acentuadamente" no último trimestre, sendo que em termos anuais a quebra foi de 7,5%.

A receita dos negócios em Espanha caiu 12,6% para 6,2 milhões de euros, "fundamentalmente decorrente da quebra de 12,3% no tráfego em resultado da estratégia implementada no primeiro trimestre com a rescisão dos contratos de dois clientes que representavam mais de 10% da receita em condições não rentáveis, enquanto em Moçambique o rendimento operacional diminuiu 29,8% para 0,6 milhões de euros.

Lusa

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