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São Paulo e Rio de Janeiro são as cidades que ficaram mais caras no último ano

© Pawel Kopczynski / Reuters

As cidades brasileiras de São Paulo e Rio de Janeiro foram as que mais subiram no ranking mundial de custo de vida, publicado hoje pela Economist Intelligence Unit. Singapura e Hong Kong continuam a liderar o ranking das cidades onde o custo de vida é mais elevado enquanto Almaty, no Cazaquistão, e Lagos, na Nigéria, são as cidades mais baratas do mundo.

O relatório da unidade de análise da revista económica britânica The Economist coloca as duas cidades brasileiras no topo da lista das dez que mais subiram no ranking nos últimos 12 meses.

São Paulo lidera, ao galgar 29 lugares (fixando-se em 78.º), seguido do Rio de Janeiro que subiu 27 (ficando no lugar 86.º).

Segundo o relatório, esta alteração significativa faz parte de uma "montanha russa" a que as duas cidades têm assistido, e que se insere num contexto, que envolve outros países, de flutuações nos preços das commodities e do petróleo que, por sua vez, fazem oscilar o valor das moedas e, com isso, geram inflação.

"As cidades brasileiras de São Paulo e Rio de Janeiro são as de mais acelerado aumento no ranking de custo de vida, movendo-se 29 e 27 posições, respetivamente. As duas cidades experienciaram uma montanha russa nos últimos anos em termos de custo de vida. Há cinco anos, São Paulo estava entre as 30 cidades mas caras do mundo, mas no ano passado ficou entre as 30 mais baratas.

No último ano, uma recuperação no valor do real e uma inflação a quase dois dígitos empurraram São Paulo e o Rio de Janeiro para 78.º e 86.º, respetivamente".

Singapura e Hong Kong são as cidades onde o custo de vida é mais elevado

Em termos gerais, Singapura e Hong Kong continuam a liderar o ranking das cidades onde o custo de vida é mais elevado. Em sentido contrário, Almaty, no Cazaquistão, e Lagos, na Nigéria, são as cidades mais baratas do mundo.

A Economist Intelligence Unit prevê que o próximo ano seja de mudanças, não só porque o preço do petróleo e das commodities vai voltar a subir - o que vai ter impacto nos preços, "especialmente nos mercados onde os bens básicos compõem o grosso do cabaz de compras" -, mas também devido a mudanças políticas.

Este ano pode ser afetado por "vários choques políticos e económicos, que causem um efeito mais profundo".

Ano de mudanças

"O Reino Unido já assistiu a descidas acentuadas no custo de vida relativo devido ao referendo do brexit e consequente enfraquecimento da moeda. Em 2017 espera-se que se traduzam em subida dos preços, à medida que as cadeias de abastecimento se tornam mais complicadas e os custos da importação sobem", indica o relatório.

No mesmo sendo, as eleições em diferentes países europeus "criaram incerteza sobre se outros Estados membros vão enfrentar referendos sobre a União Europeia".

A Economist Intelligence Unit aponta ainda para a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, que pode representar "uma agitação significativa nos acordos comerciais e relações internacionais, que podem impulsionar os preços das importações e exportações em todo o mundo".

Já as medidas adotadas pela China para lidar com o crescimento da dívida privada devem "promover um abrandamento do consumo e do crescimento nos próximos dois anos", o que "pode ter ramificações em todo o mundo".

O relatório "Worldwide Cost of Living" compara mais de 400 preços individuais, no âmbito de 160 produtos e serviços, incluindo comida, bebida, vestuário, produtos de higiene pessoal, rendas, transportes, escolas privadas e custos de lazer, entre outros.

O estudo tem como objetivo apoiar os recursos humanos de empresas a calcular as despesas dos funcionários que tenham de viver ou deslocar-se a diferentes países.

Lusa

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