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Espanha investiga antigos diretores do HSBC por suspeita de lavagem de dinheiro

Hannah Mckay

A justiça de Espanha está a investigar sete antigos diretores da filial suíça do banco HSBC, suspeitos de lavagem de dinheiro e associação criminosa, indicaram esta quinta-feira fontes judiciárias à AFP.

Em documento datado de janeiro, mas não publicado até agora, a Audiência Nacional, alta jurisdição especializada neste tipo de casos, indicou que os sete visados pelo inquérito, por suspeita de "lavagem persistente de capitais e associação de malfeitores", ocuparam cargos de direção em 2006 e 2007 nesta instituição financeira.

Entre estes sete estão o antigo presidente do conselho de administração, Peter Widmer, e dois administradores, Christopher Meares e Clive Bannister.

O inquérito, que começou em maio de 2016, apoia-se na designada Lista Falciani, um documento que identificou contas não declaradas de clientes da filial suíça do HSBC, obtido por um empregado do banco, Hervé Falciani, que provocou a abertura de inquéritos, designadamente em Espanha, França, Bélgica e Argentina.

Segundo aquele documento judicial, a justiça espanhola suspeita de uma possível "colaboração" do HSBC na transferência e repatriamento de fundos depositados nas contas suíças com a "intenção de as dissimular ao Tesouro público espanhol".

Para fazer estas transferências, o HSBC teria colaborado com o banco espanhol Santander e a filial espanhola do banco francês BNP Paribas.

A Audiência Nacional considera que existem "índices permitindo suspeitar de lavagem de capitais".

Na quarta-feira, a justiça espanhola anunciou que 10 responsáveis em Espanha do Santander e da filial espanhola do BNP Paribas tinham sido colocados sob investigação no caso da lavagem de capitais, que alegadamente envolve o HSBC.

O juiz José de la Mata solicitou a comparação, em meados de junho, destas 10 pessoas.

Lusa

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