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Medina quer levar Metro até Belém e ligar Aeroporto ao Campo Grande

Tiago Petinga

O presidente da Câmara de Lisboa considerou hoje que a expansão prevista do Metropolitano de Lisboa é o primeiro passo para um plano mais ambicioso.

O Metropolitano de Lisboa vai ter mais duas estações até 2022 - Estrela e Santos -, com a ligação entre o Rato (Linha Amarela) e o Cais do Sodré (Linha Verde). Está prevista também a extensão da Linha Vermelha a partir de São Sebastião às Amoreiras e a Campo de Ourique, embora neste caso sem uma data prevista de conclusão, por falta de financiamento, foi hoje anunciado.

De acordo com Fernando Medina, a ligação da Linha Verde com a Amarela, hoje apresentada, "vai permitir melhorar muitíssimo o funcionamento do Metro na cidade", permitindo em simultâneo trabalhar na "expansão da Linha Vermelha até Campolide e até Campo de Ourique".

"Depois queremos nós, num futuro relativamente próximo, fazer aquilo que falta, que é, por um lado, a extensão do Metropolitano para o lado ocidental da cidade, que é a ligação, passando o Vale de Alcântara até ao Alvito, [que] permitirá depois fazer a ligação das freguesias de Alcântara, da Ajuda e de Belém, que são zonas que hoje não têm cobertura do Metropolitano", afirmou.

O autarca, que ainda não anunciou se se recandidata ou não à Câmara de Lisboa, defendeu que, "também um futuro que espera mais breve", seja possível fazer a ligação do Aeroporto ao Campo Grande.

"É uma ligação relativamente pequena que falta fazer, mas que vai permitir melhorar muito" a mobilidade em Lisboa, explicou.

Segundo o presidente do Metro, Vítor Domingues dos Santos, a expansão da Linha Amarela desde o Rato até ao Cais do Sodré é prioritária com base nas conclusões de "um estudo de mercado, que indicaram com mais procura o prolongamento da Linha Amarela tendo concluído entre outros aspetos, que a projetada estação da Estrela criará mais fluxo de passageiros que a projetada estação de Campo de Ourique", prevendo-se um acréscimo de 7,9 milhões passageiros na rede por ano.

Este é também "o investimento que neste momento tem financiamento assegurado", no valor de 215 milhões de euros, tal como o investimento de 50 milhões de euros na compra de 33 novas carruagens e o de 16,5 milhões em modernização de estações, segundo o ministro do Ambiente.

Já quanto à "obra muito expressiva de prolongamento da Linha Vermelha", com um valor previsto superior a 180 milhões de euros, "neste momento não temos maneira de o poder financiar", acrescentou Matos Fernandes.

"Por isso não estamos aqui a anuncia-la, nem com uma data, estamos a dizer que estamos a trabalhar nela e acreditar que no contexto do próximo quadro comunitário de apoio [a partir de 2021] este Governo [com mandato até finais 2019] vai fazer o que anterior Governo não fez, porque o que o anterior Governo fez foi garantir que não podia haver fundos comunitários para estas obras", assegurou.

"Nós estamos aqui para garantir que no próximo quadro comunitário de apoio vai haver fundos comunitários para estas obras e, por isso, em 2021 conseguiremos arrancar serenamente com a construção da linha", acrescentou o ministro, salientando que esta obra tem um prazo previsto de conclusão de dois anos e meio.


Lusa