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Sindicatos médicos juntos em greve nacional pela terceira vez

Médico em protesto nas urgências do Hospital de São José, Lisboa, a 11 de julho de 2012.

Francisco Seco/ AP (Arquivo)

Os dois sindicatos médicos juntam-se pela terceira vez numa greve nacional contra políticas governamentais, sendo a primeira que enfrenta o atual Governo. Para quarta e quinta-feira, Federação Nacional dos Médicos e Sindicato Independente dos Médicos convocaram uma paralisação nacional conjunta, o que não acontecia desde o primeiro ano do Governo de Passos Coelho.

Em julho de 2012, os dois sindicatos médicos agendaram um protesto de dois dias, que contou na altura também com o apoio da Ordem dos Médicos, à semelhança da greve desta semana.

Nessa altura, os médicos juntaram à greve uma manifestação junto ao Ministério da Saúde, em Lisboa, onde marcaram presença cerca de 2.500 profissionais vestidos de batas brancas contra as políticas do então ministro.

Os dois sindicatos não se juntavam para uma greve nacional desde a década de 1980, com Leonor Beleza como ministra da Saúde.

O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos, Roque da Cunha, reconhece que este é o terceiro grande protesto conjunto das duas forças sindicais, embora tenham estado juntas noutras paralisações parciais, como foi o caso de uma greve nos cuidados de saúde primários no tempo do ministro Luís Filipe Pereira.

A greve desta quarta e quinta-feira é um protesto pela ausência de medidas concretas do Governo num conjunto de reivindicações sindicais que têm tentado estar a ser negociadas ao longo do último ano.Limitação do trabalho suplementar a 150 horas anuais, em vez das atuais 200, imposição de um limite de 12 horas de trabalho em serviço de urgência e diminuição do número de utentes por médico de família são algumas das reivindicações sindicais.

Os sindicatos também querem a reposição do pagamento de 100% das horas extra, que recebem desde 2012 com um corte de 50%. Exigem a reversão do pagamento dos 50% com retroatividade a janeiro deste ano.

O Ministério da Saúde e o ministro Adalberto Campos Fernandes têm dito que não negoceiam sob pressão e consideram-se empenhados no diálogo com os sindicatos médicos.

Lusa

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