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SATA e sindicato do pessoal de cabine tentam chegar a acordo e evitar greve

O conselho de administração da SATA e o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) reúnem-se hoje para tentar evitar a greve do pessoal de cabine agendada para 1 e 2 de junho.

As duas partes estiveram reunidas durante três horas e meia a 02 de maio, na sequência da greve dos tripulantes de cabine da Azores Airlines e da SATA Air Açores, que decorreu durante dois dias no início do mês.

O presidente do conselho de administração da SATA, Paulo Menezes, afirmou, após o encontro, que "é possível um bom entendimento" para ultrapassar a situação.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da SATA referiu que se tratou de uma reunião "muito importante", tendo ficado o compromisso de ser elaborado "um documento com propostas concretas de entendimento relativamente à revisão do acordo da empresa e com outras questões que foram levantadas".

O SNPVAC disse haver "um entendimento à vista" com o conselho de administração da SATA, mas na segunda-feira emitiu um comunicado afirmando que, nos últimos 10 anos, os tripulantes de cabine "têm sido confrontados com sucessivos erros de gestão" que "colocaram o grupo na situação em que atualmente se encontra".

O sindicato considerou que "parece ser normal a empresa desrespeitar a lei, os acordos e protocolos livremente assinados", situação que "obrigou e obrigará, caso seja necessário", a manter a posição de defesa dos direitos do pessoal de cabine.

O SNPVAC recordou que o conselho de administração solicitou um prazo até ao dia 12 de maio, para que fosse possível apresentar uma proposta de acordo de empresa, para as cláusulas que "ainda faltam negociar".

O objetivo é solucionar "todos os assuntos que estão a ser formalmente negociados desde agosto de 2016".

Segundo o sindicato, a proposta para um novo acordo de empresa foi apresentada à SATA em 2011 e ainda não foi negociada.A greve dos tripulantes de cabine a 01 e 02 de maio deixou em terra mais de 1.300 passageiros, tendo o sindicato afirmado que se registou na paralisação uma adesão de 100%, número diferente do do grupo SATA (66,9%).

Lusa