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Crédito e 10 milhões para combater efeitos da seca

Jose Manuel Ribeiro

O Governo vai avançar no início da próxima semana com medidas adicionais de apoio à alimentação animal para mitigar os efeitos da seca, garantiu o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos. Segundo a imprensa de hoje será criada uma linha de crédito e disponibilizados 10 milhões de euros para ajudar à alimentação dos animais.

Segundo o Jornal de Notícias de hoje o governo já definiu o apoio extraordinário para a agricultura colmatar os efeitos da seca que já afeta 80% do país.

Cinco milhões para dar de beber ao gado mais, outro tanto, cinco milhões para ajudar à alimentação dos animais, cujas rações escasseiam e ficam cada vez mais caras, com o aproximar o inverno.

Para além deste apoio de 10 milhões, o Estado deverá disponibilizar uma linha de crédito para a compra de alimentos para os animais, até um máximo de 15 mil euros por criador.

Ainda segundo o JN os prazos para as candidaturas aos fundos europeus também devem ser alargados, consoantes as zonas do país, para serem usados em equipamento de captação, distribuição e armazenamento de água.

Ainda esta semana, o ministro sensibilizou os seus parceiros europeus no Luxemburgo para a necessidade de mais "apoio solidário da União Europeia" para Portugal enfrentar o problema da seca, que atinge particularmente os produtores pecuários.

Na primeira Cimeira de Inovação na Agricultura (Agri Innovation Summit 2007), que decorreu em Oeiras, e ao lado do Comissão Europeu com a pasta da Agricultura, Phil Hogan, o ministro português considerou que Bruxelas "está suficientemente sensibilizada", mas que não está fechado nenhum apoio europeu adicional.

O ministro da Agricultura considerou ainda que a Comissão Europeia "tem sido excecional" com Portugal, nas últimas crises relacionadas com o leite, os suínos e com os incêndios florestais, recordando que, em agosto, autorizou o Governo português "a antecipar 70% dos pagamentos, o que será feito antes do final do mês e permitirá transferir para os agricultores cerca de 400 milhões de euros de apoio".

"Mas obviamente que a situação tem vindo progressivamente a agravar-se e o problema que se coloca agora com mais premência é a questão da alimentação animal, uma vez que parte dos 'stocks' que tinham sido reservados para o inverno estão a esgotar-se, houve perda de pastagens nas áreas ardidas e a seca tem sido inclemente", disse o governante.

Por sua vez, o comissário europeu com a pasta da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Phil Hogan, disse aos jornalistas que "enquanto a chuva não chega" Bruxelas está disponível "para trabalhar com o Governo português da melhor forma possível".

Isso pode incluir, de acordo com Phil Hogan, "encontrar recursos financeiros adicionais no orçamento europeu para ajudar as populações nas zonas rurais", que podem ser direcionados para a alimentação animal no inverno.

Além disso, acrescentou o comissário europeu, Bruxelas tem trabalhado conjuntamente para "aumentar as medidas de desenvolvimento rural e o adiantamento de pagamentos a pessoas afetadas pela seca e pelos fogos florestais".

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