Economia

Governo aprova 105 milhões para reposição da atividade das empresas afetadas pelos fogos

Pedro Nunes

O Governo revelou esta quarta-feira que foram já aprovadas mais de 200 candidaturas de empresas no âmbito da reposição de atividades económicas, devido aos incêndios de 2017, num investimento elegível total de "cerca de 105 milhões de euros".

Relativamente aos fogos de junho, existem "46 projetos aprovados", com um investimento elegível total de 25,7 milhões de euros.

Já nos incêndios de outubro são 167 os projetos aprovados, "com 78 milhões de euros de investimento elegível", declarou o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques.

Numa audição na Comissão de Agricultura e Mar, requerida pelo PCP, sobre as medidas relacionadas com os incêndios florestais de 2017, o governante destacou o espírito de iniciativa dos empresários dos concelhos afetados.

"Há dezenas de empresas que já recuperaram mesmo sem esperar pelos fundos de apoio", afirmou Pedro Marques.

De acordo com o ministro, a linha de crédito de apoio às empresas afetadas pelos incêndios "disponibiliza 100 milhões de euros", existindo ainda "outros 100 milhões de euros a fundo perdido, a 85% de comparticipação".

Neste âmbito, "também está disponível uma linha de crédito de tesouraria em complemento aos 100 milhões de euros a fundo perdido", lembrou o titular da pasta do Planeamento e das Infraestruturas.

"O esforço no Orçamento do Estado é muito significativo e está a fazer diferença na reposição da atividade das empresas", considerou Pedro Marques, reforçando que existem já "cerca de 105 milhões de euros de investimento em projetos aprovados".

Os incêndios que deflagraram na zona de Pedrógão Grande, distrito de Leiria, em junho do ano passado, provocaram 66 mortos: a contabilização oficial assinalou 64 vítimas mortais, mas houve ainda registo de uma mulher que morreu atropelada ao fugir das chamas e uma outra que estava internada desde então, em Coimbra, e acabou também por morrer.

Houve ainda mais de 250 feridos.

Já as centenas de incêndios que deflagraram no dia 15 de outubro, o pior dia de fogos de 2017 segundo as autoridades, provocaram 45 mortos e dezenas de feridos. Esta foi a segunda situação mais grave de incêndios com mortos em Portugal, depois de Pedrógão Grande.

Tendo em conta outros incêndios durante 2017, registaram-se pelo menos 116 vítimas mortais em fogos de origem florestal.

Lusa