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O caminho mais longo para o Alasca

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O caminho mais longo para o Alasca

Os viajantes

Alex Bissell, João Pedro Carvalho e Fernando Vaz têm 22 anos e são amigos há mais uma década. Consideraram esta a altura certa para uma pausa antes da entrada no mercado de trabalho. Decidiram entrar juntos numa aventura: viajar pelo mundo à boleia. Os planos de viagem acabam por ser alterados, alguns desvios são feitos e, por vezes, separam-se. Porque se um quer fazer surf ou mergulho numa praia australiana, não há que impedir o outro de conhecer Myanmar ou a Ilha de Páscoa.

Fernando Vaz já tem o percurso profissional quase definido. Licenciado em Gestão, depois da viagem, segue-se um curso de piloto em Inglaterra ou Singapura. A sede de viajar foi herdada do pai que trabalha na área da aviação e, por isso, confessa ter algumas vantagens. Antes da aventura com os amigos, estudou na Nova Zelândia e conheceu a Austrália, onde fez a primeira experiência à boleia. Na grande mochila que o acompanha, além do essencial, leva a camisola do Benfica porque "da mesma maneira que não pode faltar o cruxifixo a um cristão", a camisola do Benfica não é para ficar em Portugal. Para ele a viagem deverá terminar em agosto, não sem antes comer uma focaccia em Recco, Itália.

João Pedro Carvalho é licenciado em Geografia. Sabe que quer continuar os estudos mas não tem nada definido. Até lá, prefere viver o momento. Com o orçamento mais limitado, quer prolongar a estadia nos EUA, arranjar trabalho e conhecer melhor o país. Ao contrário do amigo, não tem planos para depois da viagem. Amante de aventura, mergulho e surf, vai tendo a oportunidade de desfrutar do desporto durante a viagem. Ao longo dos últimos meses vivenciou situações que poderiam levá-lo a perder o controlo. Não aconteceu, afinal, é o mais calmo do grupo. Para ele a viagem não tem data para terminar mas o regresso a Portugal não poderá acontecer sem antes conhecer o Canadá.

Alex Bissell estuda Gestão Hoteleira em Glasgow, na Escócia. Motivado pelos amigos para embarcar na aventura, foi o pai quem mais o incentivou a conhecer o mundo antes de entrar no mercado de trabalho. Depois da viagem, vai terminar o último ano do curso e aprender mandarim. O seu objetivo passa por viver e trabalhar na China. Amante de artes marciais não tem tido a oportunidade de praticar a modalidade mas assistiu a lutas na Tailândia. "Fiquei chocado com um festival amador, que assistimos em Bangkok, onde duas crianças, com cerca de 7 anos, lutavam em vez de adultos. Via-se que estavam ali por necessidades financeiras", conta indignado. Para ele a viagem termina em agosto, não sem antes visitar o "Magic Bus", autocarro do filme "Into the Wild".

Conheça mais na página do Facebook: The Longest Way to Alaska

Bárbara Gonzalez Gomes

  • A viagem

    O caminho mais longo para o Alasca

    The Longest Way to Alaska é a viagem de três jovens portugueses. Estão juntos numa volta ao mundo e, sempre que possível, andam à boleia. Começaram em novembro, em Londres, e já passaram em 12 países. De Inglaterra ao Sri Lanka, de Myanmar ao Laos, sem esquecer a Austrália, a Nova Zelândia, os EUA e a Islândia. Têm vivido histórias surpreendentes com pessoas que, provavelmente, nunca voltarão a encontrar. Ou, quem sabe, talvez as encontrem do outro lado do mundo.

  • "O que é isto, mamã?"
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  • O ensino à distância em Portugal
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    Em Portugal, o ensino básico e secundário à distância já conta com 300 alunos e com a preciosa ajuda das novas tecnologias. É através do computador que a escola viaja e acompanha os alunos, alguns com doenças que não os permitem ir às aulas, outros que são atletas de alta competição e que têm a maior parte do tempo ocupado por treinos ou ainda os que fazem parte de famílias itenerantes, como é o caso dos que vivem no circo e andam de terra em terra.

  • Aprender a jogar badminton ao ritmo do samba
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    No Brasil, a correspondente da SIC foi conhecer um projeto social no Rio de Janeiro que mistura samba e desporto. Um desporto que ainda é pouco praticado mas que tem sido fundamental para transformar a vida de jovens das favelas e para descobrir novos talentos do badminton brasileiro.

    Correspondente SIC