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Acidente aéreo na Colômbia

Acidente aéreo na Colômbia

Acidente aéreo na Colômbia

Sobreviventes da Chapecoense em Medellin para agradecer a vida aos colombianos

Fredy Builes

Os quatro brasileiros que sobreviveram ao acidente aéreo que em novembro vitimou 71 pessoas ligadas à Chapecoense voltaram à Colômbia, onde vão confrontar-se com as memórias e assistir à segunda mão da Supertaça Sul-Americana.

Os futebolistas Alan Ruschel, Helio Neto e Jackson Follmann e o jornalista Rafael Rushchel reconheceram a "emoção" de voltar à Colômbia 162 dias depois do acidente, motivados a cumprir promessas, reencontrar-se com quem lhes salvou a vida e mostrar gratidão pela solidariedade do povo colombiano, ao qual estão "eternamente agradecidos".

"Estou em fase de reconstrução", assumiu Neto, que esteve oito horas sob a fuselagem da aeronave, até ser encontrado por um polícia.

O defesa central revelou o seu "agradecimento de coração a Marlon", o agente que o salvou: "Emocionei-me muito quando sobrevoámos as montanhas de Medellin. Preciso ver com os meus próprios olhos o que aconteceu".

Follmann, que perdeu a perna direita no acidente, reconheceu a "ansiedade" que sente nesta viagem, na qual procura respostas na montanha que "marcou" a vida de todos.

"Estou muito feliz por voltar à Colômbia. Emociona-me muito poder agradecer o carinho que todos me transmitiram. Quero abraçar todo o povo colombiano", disse o guarda-redes, desejoso por voltar ao hospital e "abraçar e conversar" com o pessoal médico que o salvou.

Ruschel fala deste regresso como a oportunidade de "cumprir a promessa" de reunir a sua esposa com os heróis que tornaram possível que hoje esteja vivo e continue a treinar com os seus companheiros.

"Estou feliz por estar recuperado e estar de volta para agradecer ao povo colombiano", disse o lateral, "ansioso por voltar a jogar".

Os quatro sobreviventes terão a oportunidade de recuperar alguns dos seus pertences em ato simbólico que se realizará hoje no município de La Unión, onde está situado o monte no qual ocorreu o acidente.

"Ainda tenho muitas coisas para entender", admitiu o jornalista Henzel, garantindo que estará "feliz" seja qual for o vencedor da Supertaça Sul-Americana na quarta-feira, na qual a Chapecoense traz vantagem de 2-1 do Brasil.

O Atlético Nacional venceu a Taça Libertadores, a principal competição de futebol da América do Sul, e a Chapecoense acabou por ver-lhe atribuído o triunfo na Taça Sul-Americana, por proposta do clube colombiano.

As equipas iam encontrar-se a 29 de novembro na final, também a duas mãos, da Taça Sul-Americana, quando o avião que transportava a equipa brasileira caiu, matando 71 pessoas, 19 das quais futebolistas da Chapecoense.

A Chapecoense tem-se reconstruído com novos futebolistas e patrocinadores, embora os familiares das vítimas estejam ainda a ser penalizados pela falta de compensação financeira pelas suas perdas.O clube brasileiro precisou de uma autorização especial para receber o desafio da primeira mão, já que o seu estádio, o Arena Conda, alberga apenas 22 mil espectadores, quando as regras da CONMEBOL definem que as finais continentais devem ser realizadas em recintos com um mínimo de 40 mil lugares.A CONMEBOL declarou que os 200 mil habitantes de Chapecó desejam "pagar na sua própria cidade um tributo especial ao Atlético Nacional pelas suas ações de solidariedade e apoio oferecido à equipa na altura do acidente".

Lusa

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