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Agressões em Ponte de Sor

É essencial ouvir os gémeos iraquianos, diz Ministério Público

O Ministério Público considera "essencial para o esclarecimento dos factos" que os dois jovens iraquianos, suspeitos no caso de uma agressão a um jovem português, em Ponte de Sor, sejam ouvidos em interrogatório, na qualidade de arguidos.

No comunicado da Procuradoria-Geral da República pode ler-se que " o Ministério Público suscitou ao Ministério dos Negócios Estrangeiros a ponderação de intervenção no âmbito diplomático, ao abrigo da Convenção de Viena Sobre Relações Diplomáticas, no sentido de saber se o Estado Iraquiano pretende renunciar expressamente à imunidade diplomática de que beneficiam os dois suspeitos"

O Ministério Público entende que, "face aos elementos de prova já recolhidos, na sequência de diligências de investigação efetuadas", é "essencial para o esclarecimento dos factos ouvir, em interrogatório e enquanto arguidos, os dois suspeitos que detêm imunidade diplomática".

A nota à comunicação social salienta que "em causa estão factos suscetíveis de integrarem o crime de homicídio na forma tentada", acrescentando que "a investigação prossegue os seus termos, desenvolvendo-se as demais diligências consideradas adequadas".

Na investigação, o Ministério Público é coadjuvado pela Polícia Judiciária.

Com Lusa

  • A versão dos filhos do embaixador do Iraque
    11:05

    Agressões em Ponte de Sor

    Haider e Ridha Ali, filhos do embaixador do Iraque em Lisboa, vivem há um ano em Portugal. Um dos gémeos frequenta uma escola de pilotos em Ponte de Sor. Na semana passada o irmão visitou-o. Os dois foram a um bar com amigos. Aquilo que parecia uma noite banal terminou no internamento de um rapaz de 15 anos. Ruben Cavaco ficou entre a vida e a morte. Numa entrevista à jornalista da SIC Sofia Arede, os jovens iraquianos dão a sua versão dos acontecimentos.