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Airbus cai nos Alpes

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Copiloto do Airbus sem "indícios de contexto terrorista"

O ministro do Interior alemão afirmou hoje que as forças de segurança alemãs não têm "indícios de contexto terrorista" relacionados com o copiloto do avião da Germanwings que na terça-feira se despenhou nos Alpes franceses. "Vai ser tudo investigado", disse o ministro Thomas de Maizière. A chanceler Merkel garante total empenho das autoridades alemãs no caso. Andreas Lubitz estava sozinho aos comandos do aparelho e acionou deliberadamente a descida, revelou o procurador francês encarregado da investigação.   

Polícia à porta da casa que se presume ser de Lubitz, em Montabaur

Polícia à porta da casa que se presume ser de Lubitz, em Montabaur

© Ralph Orlowski / Reuters

Segundo Maizière, depois do acidente, as forças de segurança da Alemanha investigaram o passado de todos os 150 ocupantes do avião em duas bases de dados, uma dos serviços secretos e outra da polícia federal. 

Essa investigação não deu qualquer resultado positivo para indícios de terrorismo.  

"Vai ser tudo investigado", disse o ministro, admitindo que, neste momento, os investigadores "estão concentrados no passado da pessoa que assumia o posto de copiloto" do voo 9225 entre Barcelona (Espanha) e Düsseldorf (Alemanha).

O procurador francês encarregado da investigação ao acidente, Brice Robin, já tinha afirmado que o copiloto, Andreas Lubitz, 28 anos, não estava referenciado por terrorismo.

O procurador apresentou hoje as conclusões da análise à gravação dos sons do cockpit recuperada de uma das caixas negras do aparelho.

Em conferência de imprensa, em Marignane, sul de França, Robin afirmou que Lubitz recusou abrir a porta do cockpit ao piloto e acionou a descida do avião por uma "razão que ainda não é conhecida" dos investigadores, mas que "parece ser o desejo de destruir o avião".

Com Lusa
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