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Airbus cai nos Alpes

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Identificação de vítimas do Airbus 320 divulgada dentro de dois a quatro meses

 A comissão de especialistas que está a trabalhar na identificação dos restos mortais das vítimas do Airbus A320 que se despenhou nos Alpes na passada terça-feira demorará "entre dois e quatro meses" a anunciar os resultados dos testes.

Claude Paris

"Não se divulgará nenhuma identidade até que se tenha o resultado de todas as análises, e isso demorará entre dois e quatro meses", disse à imprensa o coronel François Daoust, diretor do Instituto de Investigação Criminal da Polícia Francesa (IRCGN).

Daoust, cujo centro, nos arredores de Paris, se está a encarregar de analisar as amostras recolhidas no terreno e de compará-las com os dados facultados pelas famílias, sublinhou que os peritos não podem garantir que se vá conseguir identificar as 150 vítimas.

A primeira operação de recuperação de restos humanos na zona onde se despenhou o aparelho, nos Alpes franceses, terminará em finais desta semana, acrescentou o chefe investigador.

Nas duas próximas semanas, vão dedicar-se à recolha de pedaços de fuselagem, e as duas seguintes destinar-se-ão a investigar de novo o local, com cerca de 2,5 hectares de extensão, para localizar novos restos humanos que possam ter ficado escondidos sob esse material.

As amostras humanas permanecem no laboratório montado no terreno, que envia ao IRCGN apenas uma pequena parte de que consiga retirar-se o ADN correspondente.

Quando os especialistas do instituto dispuserem do resultado, comunicam-no aos seus companheiros no terreno, para que possam juntar num mesmo saco os restos correspondentes a essa informação.

Até agora, foi possível analisar um total de 400 amostras, com as quais se isolou 78 ADN diferentes, indicou o coronel, sublinhando que a identificação completa de cada vítima requer a comparação desses dados com os fornecidos pelos familiares.

Esse último procedimento, precisou, é demorado e difícil, porque requer que se juntem informações médicas e dentárias das vítimas, a descrição feita pela família de sinais particulares, como tatuagens ou cicatrizes, e o perfil de ADN de parentes diretos, como pais ou filhos.

Os investigadores dispõem até à data de cerca de 30 processos 'ante mortem' completos e de mais 30 aos quais faltam ainda alguns elementos, referiu Daoust, observando que "o tempo mediático não é igual ao tempo científico", pelo que se deve trabalhar de forma correta e "não ceder à urgência".



Lusa
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