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Ataque em Berlim

Apesar do medo, mercados de Natal de Berlim reabrem após ataque

© Andrew Kelly / Reuters

As luzes coloridas, o cheiro do vinho quente e das amêndoas doces voltam a trazer o espírito do Natal a Berlim, com a reabertura dos mercados natalícios na capital alemã, dois dias após o ataque terrorista que matou 12 pessoas.

Apesar das músicas de Natal entoarem pelas ruas de Berlim, a investida de um camião que abalroou um mercado de Natal na noite de segunda-feira em Berlim, matando 12 pessoas e ferindo 48, é o tema de conversa entre os berlinenses.

"Claro que agora penso duas vezes antes de ir a um mercado" disse Annika à agência Lusa em Berlim, acrescentando que apesar do medo está presente.

A alemã, que partilha castanhas quentes com os colegas no famoso mercado Gendarmenmarkt, disse ter ficado "chocada" com o atentado na Breitscheidplatz e espera que a Alemanha "consiga seguir em frente".

A polícia reforçou as medidas de segurança pelos mercados de Natal da cidade, com instalação de barreiras protetoras e presença de guarda armada.

Hajnal Szolga, vendedora no mercado de Potsdamer Platz, disse sentir menos movimento no local mas acha que é uma questão de tempo até "tudo voltar ao normal".

"Eu pessoalmente sinto alguma tristeza e medo e penso nos meus colegas vendedores que testemunharam o ataque", referiu, acrescentando que "as pessoas não vão ficar em casa".

Os turistas vão passeando despreocupados pelos mercados que são um símbolo do Natal alemão.

Shirley, da Palestina, considera os mercados "imperdíveis e amorosos" e garantiu não ter receio de visitá-los, confidenciando que a família "ficou com medo".

A francesa Johanna está de visita a uma amiga na capital alemã e não esconde que as parecenças com os atentados em França são inegáveis.

"Tenho um sentimento de "déjà-vu". Faz lembrar o ataque de Paris, estamos solidários. Mas temos de perceber que não é o fim. Os terroristas querem que tenhamos medo, que fiquemos em casa mas não podemos, estamos aqui. E é Natal", disse à agência Lusa em Berlim.

Johanna ficou satisfeita por ver "que as pessoas continuam as suas vidas, não querem ficar em casa", deixando uma mensagem aos alemães: "coragem".

Durante a época do Natal, a capital alemã tem mais de 50 mercados espalhados por toda a cidade.

Na segunda-feira à noite, um camião abalroou uma multidão que se encontrava no mercado de Natal de Breitscheidplatz, na zona de Charlottenburg, na capital alemã, matando 12 pessoas e ferindo 48.

A organização extremista Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado.

As autoridades alemãs estão em alerta máximo, uma vez que o suspeito se encontra possivelmente armado.

Lusa

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