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Ataque em Berlim

Alegado autor do atentado em Berlim jurou lealdade ao Daesh

O alegado autor do atentado com um camião que fez 12 mortos em Berlim na passada segunda-feira manifestou lealdade ao grupo extremista Estado Islâmico (EI) num vídeo que a agência de propaganda da organização terrorista, Amaq, divulgou hoje.

A gravação mostra o tunisino Anis Amri, abatido hoje em Milão pela polícia italiana a jurar a sua lealdade ao líder do EI, Abu Bakr al-Badhdadi, relatou a agência France-Presse.

O homem, que aparece de pé vestido com um manto ao lado de um rio, dirige-se diretamente à câmara declarando a sua intenção de vingar as vítimas muçulmanas dos ataques aéreos e apela ao ataque dos "cruzados".

A data e o local da gravação, que dura cerca de três minutos, não são mencionados.

Horas antes, a Amaq divulgou um comunicado em que afirmou que o homem abatido em Milão pela polícia italiana era o autor do ataque de Berlim.

Quando foi abatido, Anis Amri "tinha muito poucos objetos pessoais consigo e nenhum documento, era um fantasma", declarou o chefe da polícia de Milão, Antonio de Iesu, citado pela AFP.

"Ele não tinha com ele nada mais do que a pistola [com que abriu fogo sobre a polícia na altura da tentativa de detenção], nem telefone, apenas um pequeno canivete e algumas centenas de euros", declarou Iesu numa conferência de imprensa.

"Tratava-se apenas de um controlo de rotina. Pode parecer paradoxal e é, mas não sabíamos que se tratava de um atirador", continuou o responsável, precisando que Anis Amri "era um magrebino como há muitos na região de Milão".

"Parece absurdo que um terrorista como este tenha sido encontrado por acaso, na sequência de um controlo banal, mas é a realidade", admitiu.

Ao seu lado, o adjunto de Iesu, Roberto Guida precisou que Anis "estava absolutamente tranquilo".

"Foi-lhe pedido que despejasse a mochila e, num gesto brusco, ele tirou uma pistola carregada, pronta a ser utilizada, com que abriu fogo", continuou.

Anis Amri, um tunisino de 24 anos, estava em fuga desde o atentado na passada segunda-feira à noite, que fez 12 mortos e 50 feridos num mercado de Natal em Berlim, e foi reivindicado pelo EI.

Chegado à Sicília em 2011, Anis Amri já havia sido condenado a uma pena de cinco anos de prisão, que cumpriu até 2015, por ter posto fogo a uma escola.

Lusa

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