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Ataque em Manchester

Mi5 vai investigar resposta aos alertas sobre Salman Abedi

A ministra britânica do Interior, Amber Rudd , considerou que a abertura do inquérito no Mi5 é um primeiro passo no apuramento da verdade.

Handout .

O serviço de inteligência britânico, Mi5 vai avançar com um inquérito à forma como a agência secreta geriu os alertas sobre Salman Abedi, o alegado bombista suicida de Manchester. O Mi5 já teria recebido avisos da população que davam conta de que o jovem poderia ser uma ameaça.

De acordo com a BBC, pelo menos três alertas sobre as posições extremistas de Abedi chegaram aos serviços de segurança britânicos antes do ataque de Manchester, que causou 22 mortos.

A ministra britânica do Interior, Amber Rudd , afirmou que o Mi5 terá de rever estes procedimentos. Em entrevista à Sky News, a ministra considerou que a abertura do inquérito é um primeiro passo no apuramento da verdade.

O Mail on Sunday avança que um dos avisos sobre o líbio Salman Abedi, de 22 anos, terá sido feito pelo FBI, no início deste ano.

Os diversos alertas não terão sido devidamente avaliados pelo Mi5, o que permitiu a radicalização de Abedi e que terá conduzido ao atentado de Manchester.

Abedi terá dito a uma familiar que foi movido pelo tratamento injusto que recebeu, afirmou uma parente. A mulher disse à agência AP, que o jovem lhe telefonou a explicar o motivo e a pedir perdão pelo que ia fazer.

A familiar, que falou ao telefone com a AP a partir da Líbia, afirmou que um amigo muçulmano de Abedi foi assassinado no ano passado e que o jovem lhe disse que os "infiéis" no Reino Unido não se importaram.

"A raiva foi a principal razão" para o atentado, que fez ainda 64 feridos à saída de um concerto da cantora norte-americana Ariana Grande na Manchester Arena.

A polícia britânica já deteve 14 pessoas no âmbito da investigação ao atentado. Entre os detidos encontram-se dois irmãos e o pai de Salman Abedi.

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