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Ataques em Paris

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Governo espanhol estuda subir nível de alerta antiterrorista para o máximo

O Governo espanhol vai analisar no sábado a necessidade de elevar o alerta antiterrorista para o nível máximo, na sequência dos atentados terroristas de hoje em Paris.

YOAN VALAT

Espanha está atualmente no nível 4 de alerta (numa escala que vai até cinco). O executivo de Mariano Rajoy tinha elevado o alerta para o nível atual após os atentados 'jihadistas' de junho em França, Tunísia, Kuwait e Somália.

Este nível 4 indica um "risco alto de atentado" e pressupõe um maior controlo policial, incluindo o policiamento de infraestruturas consideradas críticas.

De acordo com o ministério do Interior (Administração Interna) de Espanha, numa informação na sua página de Internet, o ministro Jorge Fernández Díaz convocou para hoje uma reunião da Comissão de Avaliação da Ameaça Terrorista. A comissão integra responsáveis dos vários serviços de segurança com o pelouro do antiterrorismo.

No início do mês, a polícia espanhola deteve três marroquinos residentes em Madrid, alegadamente vinculados ao Estado Islâmico, suspeitos de estarem a preparar atentados terroristas em território espanhol, nomeadamente na própria capital espanhola.

Os três homens constituíam "um grupo vinculado à organização terrorista DAESH" (acrónimo árabe para o autodenominado Estado Islâmico).

Desde o início do ano, a polícia espanhola já deteve mais de 90 suspeitos 'jihadistas' (mais de 60 em território espanhol e pelo menos 27 noutros países).

O número de 'jihadistas' detidos pelas autoridades espanholas desde os atentados de 11 de março de 2004 na estação de Atocha, em Madrid, ascende a mais de 590.

Vários ataques registados hoje à noite, em Paris, provocaram a morte a pelo menos 100 pessoas e pelo menos 50 pessoas ficaram feridos em estado grave, segundo fontes policiais.

O presidente francês, François Hollande, já anunciou o estado de emergência e o encerramento das fronteiras de França na sequência do que classificou de "ataques terroristas sem precedentes" no país.

Lusa

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