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Ataques em Paris

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Testemunhas relatam "apocalipse" na capital francesa

Sirenes a tocar por toda a cidade, ruas bloqueadas pela polícia, familiares das vítimas a chorar, foram cenas do 'apocalipse' hoje vivido em Paris na sequência dos ataques que causaram pelo menos 40 mortos, relata a France Presse.

© Christian Hartmann / Reuters

O perímetro foi bloqueado em torno do hospital Saint-Louis, no norte da capital. Um homem em lágrimas relata que a sua irmã foi morta. Ao lado, a sua mãe lamenta-se agarrada aos seus braços: "Eles não nos deixam passar".

"Ouvimos o barulho dos tiros, 30 segundos de rajadas, som interminável, pensámos que era fogo-de-artifício", conta Pierre Montfort, que vive próximo da rua Bichat, perto do local onde ocorreu um dos tiroteios.

Uma outra testemunha, Florence, relatou que chegou de motociclo minutos depois dos disparos. "Era surrealista, quase toda a gente estava deitada no chão. Uma menina era levada nos braços por um homem, jovem. Ela tinha o ar de estar morta".

As mesmas cenas de guerra foram vividas na rua Charonne, um pouco mais a este. Carros dos bombeiros enchiam a noite com sirenes ruidosas.

Um homem disse ter ouvido tiros durante "dois, três minutos", em "rajadas", dizendo: "Vi muitos corpos estendidos no chão, ensanguentados. Não sei se estavam mortos".

"Há sangue por todo o lado", confirmou uma outra testemunha, falando do cenário onde ocorreu um dos tiroteios.

No meio do barulho e das luzes da polícia e dos bombeiros, um dos quarteirões foi bloqueado, após a sala de espetáculos Le Bataclan, próxima da redação do Charlie Hebdo, ter sido alvo dos atentados, havendo reféns.

As pessoas estão penduradas ao telefone. "A minha mulher está no Bataclan, é uma catástrofe", disse um homem, que tentou passar pelo cordão de segurança.

"Isto é mais grave do que o Charlie Hebdo", gritou, por seu turno, um dos membros das forças de segurança.

No estádio de França, nos arredores de Paris, onde a seleção gaulesa de futebol defrontava a Alemanha, ouviram-se explosões, tendo as pessoas ficado confinadas ao interior do estádio, que foi sobrevoado por um helicóptero.

"As explosões foram ouvidas 25 minutos após o início do jogo, que continuou normalmente. Pensei que fosse uma piada", comentou Ludovic Klein, de 37 anos, que veio de Limoges com o seu filho de 10 anos.

A evacuação das pessoas processou-se sem incidentes de maior.

Lusa

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