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Ataques em Paris

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Secreta britânica colabora com França e Bélgica nas investigações

A polícia e os serviços secretos britânicos estão a ajudar os seus colegas franceses e belgas na investigação aos atentados de sexta-feira em Paris, revelou hoje a ministra do Interior britânica, Theresa May.

© Eric Gaillard / Reuters


A ministra adiantou que o Reino Unido está a ajudar na localização de possíveis cúmplices dos atentados de sexta-feira.

"A polícia do Reino Unido e as forças de segurança trabalham em estreita colaboração com os seus colegas de França e Bélgica para identificar os implicados nos ataques bárbaros", declarou May, no final de uma reunião do Comité de Segurança, conhecido por "Cobra".

Várias pessoas foram detidas e interrogadas em França e na Bélgica no seguimento dos atentados terroristas em Paris.

A ministra sublinhou que se mantêm as medidas de reforço da vigilância policial nos aeroportos e eventos públicos no Reino Unido.

May referiu que desde os ataques de Bombaim, em 2008, em que vários terroristas perpetraram atentados coordenados, as forças da ordem no Reino Unido estão preparadas para enfrentar uma situação similar em território britânico.

"Houve um importante exercício este verão nas ruas de Londres para testar qual seria a resposta policial face a um ataque deste tipo", explicou a ministra.

O Reino Unido mantém o alerta contra atos terroristas no segundo nível mais elevado, o que significa que admite como provável a ocorrência de um ataque em solo britânico.

O comité Cobra, que efetuou sábado uma reunião com o primeiro-ministro britânico, David Cameron, é formado pelos principais ministros e responsáveis dos serviços de informações.

O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou no sábado, em comunicado, os atentados de sexta-feira em Paris, que causaram pelo menos 129 mortos, entre os quais dois portugueses, e 352 feridos, 99 em estado grave.

Sete terroristas foram encontrados mortos nos locais dos ataques, segundo informação das autoridades francesas.

Os ataques ocorreram em pelo menos seis locais diferentes da cidade, entre eles uma sala de espetáculos e o Stade de France, onde decorria um jogo de futebol entre as seleções de França e da Alemanha.

A França decretou o estado de emergência e restabeleceu o controlo de fronteiras na sequência daquilo que o Presidente François Hollande classificou como "ataques terroristas sem precedentes no país".

Lusa

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