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Ataques em Paris

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Principais conclusões da investigação aos ataques já divulgadas

Os atentados de Paris foram cometidos por pelo menos sete terroristas, divididos em três equipas, e organizados a partir da Bélgica com cúmplices em França, segundo as principais conclusões da investigação divulgadas até ao momento.

© Christian Hartmann / Reuters

Nas últimas horas surgiu a hipótese de um oitavo atacante estar em fuga.

A Bélgica, onde entre sábado e hoje foram detidas pelo menos sete pessoas, emitiu um mandado de detenção internacional contra um suspeito que poderá estar em fuga, e a polícia francesa divulgou uma fotografia e um nome: "Abdeslam Salah, nascido a 15 de setembro de 1989 em Bruxelas e alvo de um mandado de busca", definido pelas autoridades como um "indivíduo perigoso".

As primeiras informações, no sábado, davam conta de oito atacantes, mas apenas sete corpos de bombistas foram recuperados. Por outro lado, o grupo extremista Estado Islâmico, quando reivindicou os ataques, também no sábado, referiu serem oito os atacantes.

Segundo fonte próxima da investigação, o suspeito em fuga é um de três irmãos envolvidos nos ataques. Um deles morreu no ataque à sala de concertos Bataclan, outro foi detido na Bélgica, não se sabendo se participou ou não nos ataques, e o terceiro tem paradeiro desconhecido das autoridades.

O primeiro atacante a ser identificado, no sábado, foi Ismael Omar Mostefai, 29 anos, de nacionalidade francesa e natural de Courcouronnes, perto de Paris, que morreu também no Bataclan. Segundo o New York Times, Mostefai era um dos cinco filhos de uma portuguesa e um argelino.

Já hoje, a procuradoria anunciou ter identificado mais dois dos autores dos ataques, ambos de nacionalidade francesa e residentes na Bélgica: um deles, de 20 anos, foi um dos bombistas que acionou um colete de explosivos junto ao Stade de France, e o outro, de 31, atacou quatro restaurantes e cafés no centro de Paris, acionando os seus explosivos junto ao restaurante Comptoir Voltaire.

Sobre os atacantes há ainda a informação de que um passaporte sírio foi encontrado junto ao corpo de um dos atacantes.

O documento foi primeiro identificado pelas autoridades gregas, que o registaram à chegada do seu portador a uma ilha grega a 03 de outubro, e depois pela Sérvia, onde foi registado a 07 de outubro. Segundo a imprensa sérvia, o passaporte foi emitido em nome de Ahmed Almohamed, 25 anos.

Os atacantes, segundo os investigadores, ter-se-ão dividido em três equipas.

A primeira terá atacado o Stade de France. Os três elementos, que usavam coletes de explosivos, tentaram entrar no estádio, mas não conseguiram, acabando por detonar os explosivos no exterior, quando decorria o jogo.

O primeiro bombista-suicida acionou os explosivos às 21:20 (20:20 em Lisboa), o segundo às 21:30 e o terceiro às 21:53. Os corpos dos três, todos franceses, foram recuperados no local.

A segunda equipa atacou o Bataclan, onde entrou cerca das 21:40. Também aqui foram recuperados três cadáveres de atacantes.

Uma terceira equipa terá sido responsável pelos tiroteios em três bares e restaurantes do centro de Paris, atacados às 21:25, 21:32 e 21:36. Um dos membros desta equipa fez-se explodir às 21:40 num quarto estabelecimento.

Os autores dos ataques utilizaram pelo menos duas viaturas, já recuperadas pelas autoridades.

Numa, um Seat preto encontrado na madrugada de hoje numa rua de Montreil, um subúrbio da capital francesa, a polícia encontrou várias metralhadoras kalashnikov, semelhantes às usadas nos atentados, cinco carregadores cheios e 11 vazios. A outra, um Volkswagen Polo também com matrícula belga, foi encontrada perto da sala de concertos Bataclan.

Ambas as viaturas foram alugadas na Bélgica, na região de Bruxelas, segundo a Procuradoria Federal belga.

Os atentados de sexta-feira à noite em Paris fizeram 129 mortos, dois deles portugueses, e 352 feridos.

Os ataques foram perpetrados por pelo menos sete terroristas e visaram um estádio de futebol, uma sala de concertos e quatro cafés e restaurantes do centro de Paris.

Com Lusa

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