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Ataques em Paris

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BCE diz que é demasiado cedo para saber qual o impacto económico dos atentados

O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Vítor Constâncio, disse hoje que é demasiado cedo para saber qual o impacto económico dos atentados terroristas de Paris.

A sede do BCE, em Frankfurt, Alemanha.

A sede do BCE, em Frankfurt, Alemanha.

© Ralph Orlowski / Reuters

Constâncio sublinhou no congresso financeiro "Euro Finance Week", que se realiza esta semana em Frankfurt, que as consequências económicas dos ataques dependerão dos acontecimentos que se sigam.

"É demasiado cedo para avaliar os efeitos que os ataques terão na economia e nos mercados financeiros", afirmou Constâncio.

Os atentados poderiam ter um efeito sobre a confiança e gerar aversão ao risco, então as consequências serão piores, adiantou o vice-presidente do BCE.

A entidade monetária reúne-se no início do mês para analisar a política monetária e prevê-se que o presidente, Mario Draghi, anuncie novos estímulos monetários.

O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou no sábado, em comunicado, os atentados de sexta-feira em Paris, que causaram pelo menos 129 mortos, entre os quais dois portugueses.

De acordo com o último balanço feito pelos hospitais, das 415 pessoas que foram atendidas nos hospitais após os ataques, pelos menos 42 feridos continuavam no domingo à tarde em vigilância intensiva em unidades de reanimação.

Os ataques, perpetrados por pelo menos sete terroristas, que morreram, ocorreram em vários locais da cidade, entre eles uma sala de espetáculos e o Stade de France, onde decorria um jogo de futebol entre as seleções de França e da Alemanha.

A França decretou o estado de emergência e restabeleceu o controlo de fronteiras na sequência daquilo que o Presidente François Hollande classificou como "ataques terroristas sem precedentes no país".

Lusa

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