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Ataques em Paris

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G20 declara luta antiterrorista prioridade e reforça medidas

Os chefes de Estado e de governo do G20 declararam hoje que a luta antiterrorista é "uma prioridade" e decidiram reforçar as medidas contra "os combatentes terroristas estrangeiros".

© Jonathan Ernst / Reuters

No comunicado final, o G20, que integra os países mais desenvolvidos e emergentes, anunciou o reforço da cooperação entre serviços secretos, o aumento da segurança aérea e dos meios de luta contra as fontes de financiamento do terrorismo.

"Estamos preocupados com o atual e crescente fluxo de combatentes terroristas estrangeiros e ameaça que implica para todos os Estados, incluindo países de origem, trânsito e destino", indicou o G20, na sequência dos atentados de sexta-feira à noite em Paris, que causaram 129 mortos e mais de 400 feridos.

Por outro lado, os líderes do G20 pediram a todos os países do planeta que contribuam para a gestão da crise dos migrantes e refugiados.

"Pedimos a todos os Estados que contribuam na resposta a esta crise e na partilha do fardo inerente, nomeadamente em termos de recolocação dos refugiados, direitos de entrada humanitária e ajuda humanitária", indicou a declaração final.

Os líderes políticos também reconhecem que "a crescente desigualdade" social é motivo de preocupação e pode colocar em risco a coesão social e as perspetivas futuras de crescimento.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) tinha alertado, antes desta cimeira, que a desigualdade era um motivo de preocupação, já que regista os níveis mais altos das últimas décadas nas economias desenvolvidas, enquanto a situação nos países emergentes é ainda pior.

Os líderes dos países do G20 adotaram uma normativa para favorecer a transparência fiscal e dificultar a engenharia financeira de grandes empresas, bem como uma regulação bancária desenhada para evitar futuros resgates ao setor.

Os dirigentes do G20 reconhecem que o crescimento mundial está abaixo das expectativas, advertindo para "riscos e incertezas" nos mercados financeiros, além de "desafios geopolíticos" que ameaçam a economia, de acordo com o comunicado final.

Lusa

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