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Ataques em Paris

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Governo francês anula iniciativas paralelas à Cimeira do Clima

A Conferência da ONU Sobre o Clima, a partir de 29 de novembro, em Paris, vai concentrar-se nas negociações e os "concertos e iniciativas festivas" paralelas serão "sem sombra de dúvida canceladas", anunciou hoje o primeiro-ministro francês.

© Philippe Wojazer / Reuters

"Todos os chefes de Estado e de governo do planeta irão e vão levar uma mensagem ao mundo inteiro de apoio e de solidariedade para com a França. Nenhum chefe de Estado, de governo, pelo contrário, nos pediu para adiar a sua vinda. Todos querem estar lá. Penso que seria o contrário de abdicar perante o terrorismo", disse Manuel Valls à rádio RTL.

"A França será a capital do mundo. Paris é a capital do mundo", afirmou.

Por outro lado, adiantou que "toda uma série de iniciativas paralelas que estavam previstas não terão lugar".

"Será sem dúvida reduzida à negociação. (...) Toda uma série de concertos, de manifestações mais festivas serão sem dúvida cancelados", vincou.

"Nada deve ser feito que possa pôr em perigo, incluindo os movimentos de festejo, pessoas que se manifestam em Paris. E como temos de organizar esta grande reunião sobre o clima, ao mesmo tempo (...) as forças de segurança devem centrar-se no essencial", acrescentou.

Para Manuel Valls, "este encontro será uma grande mensagem de todo o planeta" e também a oportunidade de manifestar vontade de lutar contra o radicalismo e o fanatismo.

No fim de semana, tinham surgido dúvidas sobre a realização da 21ª Conferência das Partes (COP 21, na sigla em inglês) da Convenção-Quadro da ONU sobre as Alterações Climáticas depois dos atentados de sexta-feira à noite em Paris, que causaram pelo menos 129 mortos, entre os quais dois portugueses.

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou os atentados, que ocorreram em vários locais da cidade, entre eles uma sala de espetáculos e o Stade de France, onde decorria um jogo de futebol entre as seleções de França e da Alemanha.

A França decretou o estado de emergência e restabeleceu o controlo de fronteiras na sequência daquilo que o Presidente francês, François Hollande, classificou como "ataques terroristas sem precedentes no país".

Lusa

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