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Ataques em Paris

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Macedónia e Grécia estariam a investigar "rota seguida por dois terroristas"

Um dos bombistas suicidas dos atentados de Paris pode ter viajado com um cúmplice através dos Balcãs para a Europa Ocidental, depois de ter entrado na Grécia como refugiado sírio, avançou à agência Reuters fontes dos serviços secretos da Macedónia.

O homem, que se fez explodir perto do Stade de France foi, pelo passaporte sírio encontrado perto de seu corpo, identificado como sendo Ahmad al-Mohammad, de 25 anos, oriundo de Idlib, a sudoeste de Aleppo, mas confirmar a identidade deste bombista suicida tornou-se um dos grandes objetivos dos investigadores franceses

O homem, que se fez explodir perto do Stade de France foi, pelo passaporte sírio encontrado perto de seu corpo, identificado como sendo Ahmad al-Mohammad, de 25 anos, oriundo de Idlib, a sudoeste de Aleppo, mas confirmar a identidade deste bombista suicida tornou-se um dos grandes objetivos dos investigadores franceses

© Gonzalo Fuentes / Reuters

As autoridades da Grécia avançaram no domingo que Mohammad não viajaria acompanhado, mas uma fonte dos serviços secretos da Macedónia disse à agência Reuters que decorria uma "mega-investigação nos Balcãs para encontrar a rota seguida por dois terroristas".

Esta fonte, que recusou divulgar a identidade, indicou que a Macedónia estava a coordenar esta operação em articulação com a Grécia, e que a investigação tinha revelado que Mohammad estava acompanhado quando comprou o bilhete de ferry para Pireus, próximo de Atenas.

O atacante pode ter chegado a Paris mais facilmente do que o esperado pois, no auge da crise migratória na Europa, foi dada prioridade aos requerentes de asilo, ironicamente com o objetivo de evitar a entrada de eventuais militantes jihadistas.

O homem que se fez explodir perto do Stade de France foi, pelo passaporte sírio encontrado perto de seu corpo, identificado como sendo Ahmad al-Mohammad, de 25 anos, oriundo de Idlib, a sudoeste de Aleppo. Confirmar a identidade deste bombista suicida tornou-se um dos grandes objetivos dos investigadores franceses, nomeadamente com a importância de verificar a autenticidade do passaporte.

O Ministério Público francês mostrou, desde o primeiro momento, dúvidas quanto à autenticidade do documento. A foto foi divulgada na conta oficial de Twitter da polícia francesa, com o texto: "Este indivíduo é o autor falecido de um dos atentados cometidos a 13 de novembro no Stade de France".

As impressões digitais constantes do passaporte coincidem, no entanto, com as do suicida, pelo que os investigadores puderam seguir o rasto da sua entrada na Europa: "fê-lo a 3 de outubro, juntamente com um grupo de refugiados, pela ilha grega de Leros", divulgaram as autoridades.

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