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Ataques em Paris

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Recolher obrigatório imposto numa cidade no centro de França

O recolher obrigatório foi imposto, pela primeira vez em dez anos, numa pequena cidade no centro de França, Sens, em virtude do estado de emergência decretado após os atentados de 13 de novembro em Paris.

(arquivo)

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© Benoit Tessier / Reuters

A medida, que impede a circulação entre as 22:00 e as 06:00, abrange todos os moradores de um bairro sensível desta cidade, com cerca de 25 mil habitantes, e foi instaurado após a apreensão de armas e documentos falsos na noite passada.

No âmbito do estado de emergência, os autarcas têm a possibilidade de "interditar a circulação de pessoas ou veículos" em certos locais ou a determinadas horas. Esta medida não era utilizada desde os tumultos urbanos em 2005.

Após os ataques de jihadistas que fizeram 130 mortos em Paris - de acordo com um balanço mais recente -, perto de 800 investigações foram realizadas, segundo o ministro do Interior. O primeiro-ministro revelou que 157 pessoas ficaram em prisão domiciliária.

A operação policial incidiu particularmente na mesquita Sunnah em Brest (oeste), indicou a autarquia local. É nesta mesquita que exerce o imã salafista Rachid Abou Houdeyfa, que surge nos vídeos sobre os fundamentalistas que têm sido repetidamente divulgados nas redes sociais.

Hoje de manhã, a casa e um carro de um primo de Fabien Clain, o jihadista cuja voz surge no vídeo que reivindica os ataques do grupo extremista Estado Islâmico, também foram alvo de uma operação policial, em Orne, oeste de Paris, tendo sido encontradas "várias armas".

Na quarta-feira, um homem "suspeito de apoiar o movimento islamista radical", residente em Feyzin, na região de Lyon (centro-leste), foi detido após a descoberta no seu domicílio de um "arsenal de guerra", incluindo um lança-foguetes, de acordo com uma fonte judicial.

As operações administrativas, sem passar pela autoridade judiciária, são possíveis pelo estado de urgência, que será prolongado por três meses.

Lusa

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