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Ataques em Paris

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Porta-aviões francês a postos para novos ataques ao Daesh

O ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian, disse hoje que a aviação francesa vai estar pronta para novos ataques aéreos a posições do autodenominado Estado Islâmico (EI), Daesh, a partir de segunda-feira, adiantou a France Presse.

© Jean-Paul Pelissier / Reuters

Os ataques serão lançados a partir do porta-aviões francês Charles de Gaulle, que tomou posição no Mediterrâneo este fim-de-semana.

"Os aviões estarão operacionais a partir de amanhã [segunda-feira]", disse Le Drian em entrevista à rádio Europe 1, nove dias após os ataques terroristas de Paris que mataram 130 pessoas.

As forças francesas vão ter na região 26 caças no porta-aviões (18 Rafale e oito Super Etendard), para além dos 12 que já estão estacionados na região: seis Rafale nos Emirados Árabes Unidos e seis Mirage 2000 na Jordânia.

Le Drian sublinhou que a luta contra o autoproclamado EI é, à vez, "uma guerra sombra e uma guerra do campo de batalha", em que é preciso combater "um Estado" organizado, instalado numa parte do Iraque e da Síria, e um "movimento terrorista internacional que tem por objetivo atacar o mundo ocidental".

O responsável pela pasta da Defesa defendeu que não só é preciso atacar Mossul, no Iraque, "onde se encontra o centro de decisão política do EI", como Raqa, na Síria, onde estão "os campos de treino dos 'foreign fighters', ou seja, os combatentes destinados a atuar no estrangeiro".

O ministro francês disse que um possível ataque químico ou biológico "estava entre os riscos", mas garantiu que todas as precauções para o evitar foram tomadas.

Le Drian afirmou que as autoridades francesas não excluíram nenhuma possibilidade na sequência dos ataques em Paris, ainda que fosse "muito complicado" alguém usar armas químicas.

O responsável pela pasta da Defesa do Governo gaulês afirmou ainda, na mesma entrevista, que os lados em conflito na Líbia têm de chegar a acordo para criar um novo Governo de unidade que permita travar os avanços do grupo EI.

"Tem de haver um acordo entre as duas fações rivais, senão é o Daesh (EI) que vai ganhar", disse o ministro à radio Europe 1.

Le Drian disse que "é urgente" um acordo, uma vez que o Daesh (EI) "está a conquistar território a partir de Sirte, [cidade costeira no norte da Líbia] e procurando seguir para sul em direção aos campos de petróleo".

Lusa

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