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Mesquita radical encerrada em Paris após grande operação policial

A polícia francesa encerrou esta quarta-feira uma mesquita presumivelmente dominada por fações radicais em Lagny-sur-Marne, na região de Paris, anunciou o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve.

É a primeira vez que o governo francês anuncia a dissolução de associações de cariz cultural, ao abrigo das medidas extraordinárias previstas no estado de emergência. (Arquivo)

É a primeira vez que o governo francês anuncia a dissolução de associações de cariz cultural, ao abrigo das medidas extraordinárias previstas no estado de emergência. (Arquivo)

© Mohamed Azakir / Reuters

O encerramento da mesquita ocorreu no âmbito de uma grande operação policial. É a terceira mesquita encerrada desde que as autoridades francesas declararam o estado de emergência depois dos ataques terroristas de 13 de novembro em Paris, que fizeram 130 mortos e centenas de feridos.

Bernard Cazeneuve informou ainda sobre "a dissolução definitiva, em conselho de ministros e sem demora, de três associações alegadamente culturais" ligadas à mesquita de Lagny-sur-Marne, cidade nos subúrbios a leste de Paris.

É a primeira vez que o governo francês anuncia a dissolução de associações de cariz cultural, ao abrigo das medidas extraordinárias previstas no estado de emergência.

Duas outras mesquitas foram encerradas na semana passada em Gennevilliers, nos subúrbios a norte de Paris, e na pequena cidade de L'Arbresle, perto de Lyon (centro).

"Estas medidas para o encerramento de mesquitas por causa da radicalização nunca antes foram tomadas por nenhum governo, incluindo no último estado de emergência em 2005", após os tumultos que abalaram os subúrbios franceses mais problemáticos, indicou o ministro do Interior, num comunicado.

Ainda sobre a ação policial de hoje, Bernard Cazeneuve referiu que foi descoberto um revólver de nove milímetros e um dos "líderes" da mesquita de Lagny-sur-Marne foi detido.

Os investigadores policiais também encontraram indícios de funcionamento de uma madrassa (escola religiosa islâmica) ilegal e um disco rígido de computador que estava escondido.

Nove pessoas foram colocadas em prisão domiciliária e 22 foram proibidas de sair do país, acrescentou o ministro do Interior, na mesma nota informativa sobre a operação em Lagny-sur-Marne.

Os bens do iman Mohamed Hammoumi, que liderava a mesquita e as associações culturais até ir viver para o Egito em 2014, foram congelados em abril.

Fontes oficiais francesas afirmaram hoje também que a sala de oração de L'Arbresle tinha sido usada por suspeitos extremistas para estabelecer contacto com outros presumíveis extremistas na Síria.

Já em declarações no parlamento francês, Cazeneuve precisou que foram realizadas 2.235 buscas e 263 detenções desde que o estado de emergência, de três meses, começou.

"Em 15 dias, apreendemos um terço das armas de guerra que normalmente recuperamos num período de um ano", reforçou.

Das 334 armas apreendidas, 145 são espingardas e 34 armas de assalto.

O ministro acrescentou que 330 pessoas "que estavam sob vigilância pelos serviços de segurança por ligações ao islamismo radical foram colocadas em prisão domiciliária".

Lusa

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