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Ataques em Paris

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Tribunal belga determina detenção de suspeito dos atentados de Paris por mais 3 meses

Lazez Abraimi, um dos suspeitos de envolvimento nos atentados de Paris de 13 de novembro, ficará detido, por mais três meses, informou o seu advogado citando uma decisão hoje pronunciada por um tribunal de Bruxelas.

Reuters/Arquivo

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© Philippe Wojazer / Reuters

Já o nono suspeito, Abdoullah C., detido na terça-feira, irá comparecer novamente perante um tribunal de primeira instância da capital belga a 07 de janeiro, segundo o Ministério Público.

Os advogados dos dois suspeitos dos ataques, que provocaram 130 mortos, tinham pedido a sua libertação.

Abdoullah C., 30 anos e nacionalidade belga, foi detido na terça-feira durante uma operação policial na zona Norte de Bruxelas e permaneceu na prisão, por ordem de um juiz de instrução, sob as acusações de participação em atentados terroristas e em atividades de um grupo terrorista.

O homem é suspeito de manter vários contactos com Hasna Ait Boulahcen, prima do presumível 'cérebro' dos atentados de Paris, Abdelhamid Abaauoud.

Lazez Abraimi é suspeito de transportar Salah Abdeslam, envolvido nos atentados e ainda a monte, por Bruxelas, a 14 de novembro ou depois. O homem tem negado veemente qualquer ligação.

Os contactos terão acontecido nos dias seguintes aos ataques e antes da operação das forças de ordem francesas em Saint-Denis, que resultaram na morte de Hasna e Abdelhamid.

A notícia de uma nova detenção foi divulgada hoje pelo Ministério Público belga.

Na tradicional mensagem de Natal, o rei da Bélgica apelou hoje aos seus compatriotas para que "não se deixem intimidar" nem se "dividam" face à ameaça terrorista.

"Face à ameaça do terrorismo, as nossas autoridades reagiram com calma, rapidez e determinação", notou o monarca, reportando-se aos vários dias de alerta máximo, no final de novembro, em Bruxelas.

Philippe evocou os "compatriotas de origem estrangeira" e sublinhou serem "filhos e filhas" do país.

"Não devemos confundir os que abusam da sua religião, com os que a praticam dentro do respeito dos valores universais da humanidade", acrescentou o rei, pedindo "tolerância zero contra os discursos de ódio.

Lusa

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