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Ataques em Paris

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França e Bélgica continuam a procurar envolvidos nos ataques de Paris

O procuradores belga e francês confirmaram hoje, em Bruxelas, as buscas de mais pessoas envolvidas nos ataques de 13 de novembro de Paris, mas escusaram-se a dar pormenores do processo.

LAURENT DUBRULE

Numa conferência de imprensa conjunta, o belga Frederic Van Leeuw e o francês François Molins saudaram a cooperação entre os dois países e confirmaram apenas que as "investigações ainda não acabaram" em relação aos atentados que mataram 130 pessoas.

Os responsáveis afirmaram a necessidade de se encontrarem "outras pessoas" que devem acrescentar explicações aos ataques.

Segundo Van Leeuw, "está se longe de terminar o "puzzle".

Van Leeuw escusou-se a comentar o interrogatório e se tem havido cooperação de Salah Abdeslam, detido na sexta-feira, em Bruxelas, quatro meses depois de buscas, sob acusação de envolvimento nos ataques na capital francesa.

O procurador adiantou, porém, que decorreram até ao momento interrogatórios por parte dos investigadores e pelo juiz de instrução.

O mesmo responsável revelou que 60 novos 'dossiers' em relação a terrorismo foram abertos desde o início do ano, na Bélgica.

Hoje, a procuradoria federal belga identificou um novo suspeito de ter participado nos atentados terroristas de Paris, em novembro de 2015, e que era conhecido sob um nome falso.

O presumível cúmplice foi identificado como Najim Laachraoui, de 24 anos, mais conhecido pelo nome falso de Sufiane Kayal.

"As investigações revelaram que Sufiane Kayal pode ser identificado como Najim Laachraui, nascido a 18 de maio de 1991 e que viajou para a Síria em fevereiro de 2013", segundo um comunicado da procuradoria.

Laachraui é suspeito de ter estado em contacto telefónico com membros do comando terrorista na noite de 13 de novembro.

A identificação de Laachraui foi feita após a captura de Salah Abdeslam.

Abdeslam foi já formalmente acusado de homicídios terroristas e de participação em atividades organização terrorista.

Os atentados de 13 de novembro em Paris, reivindicados pelo grupo extremista Daesh (acrónimo para o auto-proclamado Estado Islâmico), fizeram 130 mortos e mais de 300 feridos.

Lusa

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