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Salah Abdeslam em silêncio diante de juízes franceses

A audição do suspeito de terrorismo Salah Abdeslam terminou e "ele não quis pronunciar-se hoje", pois irá fazê-lo "mais tarde", declarou à agência de notícias francesa AFP um dos advogados do extremista islâmico, responsável

O advogado de Salah Abdeslam Frank Berton

O advogado de Salah Abdeslam Frank Berton

© Gonzalo Fuentes / Reuters

O elemento ainda vivo do comando radical muçulmano que atacou Paris a 13 de novembro chegou hoje pela manhã ao palácio da justiça de Paris para ser ouvido pelos juízes de instrução, um primeiro interrogatório na sequência das investigações dos ataques que mataram 130 pessoas.

"Salah Abdeslam usou o seu direito ao silêncio, recusando-se a responder às perguntas do juiz", disse o procurador de Paris.

"Também se recusou a especificar as razões que o levaram a fazer o uso do seu direito ao silêncio. Recusou-se a confirmar, do mesmo modo, as declarações que havia feito anteriormente à polícia e ao juiz de instrução belga", acrescentou.

"Ele (Salah Abdeslam) quis exercer o seu direito ao silêncio, devemos dar-lhe tempo", referiu Frank Berton.

O advogado do acusado lamentou que o seu cliente esteja numa cela da prisão de Fleury-Merogis, em Paris, sob vídeovigilância permanente.

"Sente-se vigiado 24 horas do dia, isso não está a deixá-lo em boas condições", disse Berton à imprensa.

O advogado disse que pretende falar com o ministro da Justiça francês sobre essa situação.

Com agências

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