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Vítima portuguesa do Bataclan vai ter "última homenagem" em Lisboa

Précilia Correia, uma das vítimas mortais do atentado ao Bataclan a 13 de novembro de 2015, vai ter "uma última homenagem", este sábado, com uma cerimónia no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, disse à Lusa a mãe da franco-portuguesa.

A jovem de 35 anos foi sepultada no Cemitério dos Prazeres, a 25 de novembro, e vai ser transladada, este sábado, às 16:00, para uma capela oferecida pela Câmara Municipal à família.

"Pedi uma reunião com a presidente da Câmara de Paris, que me recebeu em março e pedi-lhe uma capela. Também fiz o pedido a Hermano Sanches Ruivo, o vereador que se ocupa da comunidade portuguesa. Anne Hidalgo contactou o autarca de Lisboa que me recebeu em abril e ofereceram-me a capela", explicou Patrícia Correia, mãe de Précilia e administradora da associação de vítimas dos atentados de 13 de novembro em Paris.

Patrícia Correia sublinhou que lhe "deixaram imaginar como seria transformada a capela", descrevendo que há uma escultura a representar a Torre Eiffel a tocar guitarra.

"Tirei a cruz que estava em cima da capela e coloquei um pequeno anjo que veio de Aix-en-Provence. Mandei fazer uma escultura a representar a Torre Eiffel que toca guitarra que vai ficar na fachada da capela. Tem uma porta de vidro que vai deixar ver o caixão branco, completamente decorado e assinado por toda a gente e que tem uma Torre Eiffel com o nome dela no meio a ir para a ponte de Lisboa", explicou.

A mãe quis prestar "uma última homenagem" a Précilia, de 35 anos, que não resistiu ao ataque ao Bataclan, assim como o companheiro, de 40 anos, que também perdeu a vida.

"Queria que fosse uma última homenagem que fosse prestada à minha filha e que ficasse na memória porque foi monstruoso o que nos fizeram. Mataram de uma forma tão injusta tantos jovens que estavam a divertir-se e a ouvir música no Bataclan. Perdi duas pessoas, ela e o seu companheiro, é muito difícil viver com isso. Estamos a sobreviver", continuou Patrícia Correia.

Para Précilia, filha de uma francesa e de um português, que "adorava Lisboa, falava perfeitamente português, tinha dupla nacionalidade e muitos amigos em Lisboa", a mãe executou uma última vontade da filha: "Ela disse-me há um ano e meio: Se um dia tiver um acidente, gostava de repousar no Cemitério dos Prazeres em Lisboa. Executei o seu desejo, infelizmente".

Os atentados terroristas de 13 de novembro de 2015, em Paris e Saint-Denis, causaram 130 mortos - 90 dos quais na sala de concertos Bataclan - e mais de 350 feridos.

Lusa

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