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Atentado em Istambul

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Polícia turca detém 13 suspeitos, entre eles 3 estrangeiros

A polícia turca deteve hoje 13 pessoas, incluindo três estrangeiros, na sequência do triplo atentado suicida que matou 42 pessoas no aeroporto internacional Ataturk de Istambul.

© Murad Sezer / Reuters

A polícia de Istambul efetuou rusgas simultâneas em 16 moradas na cidade, indicou a agência noticiosa Anadolu, sem precisar a nacionalidade dos estrangeiros.

"Hoje cedo, a polícia efetuou rusgas em 16 locais para deter 13 suspeitos de pertencerem ao grupo extremista Daesh, incluindo três estrangeiros", disse um responsável turco, que pediu o anonimato.

A mesma fonte não indicou as nacionalidades dos estrangeiros suspeitos, mas disse "ser provável" que pelo menos um dos bombistas do aeroporto Ataturk fosse estrangeiro.

O jornal Hurriyet identificou um dos três bombistas, que se fizeram explodir no aeroporto mais movimentado da Turquia na terça-feira, como Osman Vadinov, um checheno de origem russa.

Vadinov terá alegadamente entrado na Turquia a partir de Raqa, na Síria, o bastião do Daesh que as autoridades turcas pensam ser responsável pelo ataque. Até agora, os atentados não foram reivindicados.

A Turquia desmantelou uma das células adormecidas do Daesh no país, na sequência de uma série de ataques mortíferos atribuídos aos jihadistas que ocuparam grandes zonas no Iraque e na Síria, até á fronteira turca.

Entretanto, toda a oposição parlamentar turca exigiu a criação de uma comissão de investigação sobre as falhas de segurança no ataque no aeroporto Ataturk, sobre o qual os serviços secretos tinham feito um alerta há dias.

A exigência, formulada pelas três formações opositoras (social-democratas, nacionalistas e pró-curdos), foi travada na quarta-feira à noite pela maioria absoluta do partido no poder, o AKP.

O Hurriyet noticia, na edição de hoje, que os serviços secretos turcos advertiram há 20 dias sobre a possibilidade de um ataque terrorista do Daesh no aeroporto Ataturk.

O partido social-democrata turca lembrou, ao pedir a investigação na quarta-feira, que no ano passado ocorreram 15 ataques bombistas, nos quais morreram 300 civis e dois mil ficaram feridos.

O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, recusou na quarta-feira a existência de quaisquer erros nos sistemas de vigilância.

"Os terroristas dispararam contra o pessoal de segurança na entrada, uma vez que não conseguiram passar pelos sistemas de controlo. Um deles acionou os explosivos no exterior, enquanto os outros aproveitaram o pânico durante o tiroteio para entrar [no aeroporto] onde se fizeram explodir", explicou.

Yildirim reconheceu que este ataque mostra a necessidade de reforçar os sistemas de segurança nos aeroportos.

Lusa

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