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Atentado em Nice

Bélgica mantém nível de alerta mas convoca conselho de segurança

As autoridades belgas decidiram hoje manter o nível de alerta terrorista (em 3 numa escala de 4), na sequência do atentado em Nice (França), mas irão rever as medidas previstas para a festa nacional, a 21 de julho próximo.

© Francois Lenoir / Reuters

Depois do ataque perpetrado na quinta-feira à noite em Nice, que visou uma multidão que assistia a um fogo-de-artifício por ocasião das celebrações da festa nacional francesa, o órgão belga de coordenação de análise de ameaça (OCAM) decidiu hoje manter o alerta de ameaça "grave, possível e provável", indicou o Ministério do Interior, mas o Conselho Nacional de Segurança foi convocado para hoje para reapreciar as medidas de segurança em torno da festa nacional belga, que se celebra na próxima quinta-feira.

"Já previmos um pacote de medidas no âmbito da preparação do 21 de julho e haverá uma avaliação permanente por parte dos nossos serviços de segurança sobre as medidas necessárias", que serão atualizadas com "as novas informações que resultam deste ato" terrorista em Nice, afirmou hoje à estação televisiva RTBF o primeiro-ministro belga, Charles Michel, que anunciou a celebração de uma reunião extraordinária do Conselho Nacional de Segurança, ao final da manhã de hoje, para esse efeito.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros belga indicou, por outro lado, que ainda não tem indicação de cidadãos belgas entre as vítimas mortais, mas está a tentar localizar cerca de duas dezenas de belgas sobre os quais ainda não teve notícias.

Nice é um destino de eleição para os turistas belgas.

Um camião atingiu na quinta-feira à noite uma multidão em Nice, França, na Promenade des Anglais, quando decorria um fogo-de-artifício para celebrar o dia de França.

O último balanço aponta para 84 mortos e uma centena de feridos, 18 dos quais continuam em estado considerado crítico, segundo o balanço mais recente das autoridades francesas. O condutor do camião foi abatido pela polícia.

As autoridades francesas já consideraram estar perante um atentado e o Presidente de França, François Hollande, anunciou o prolongamento por mais três meses do estado de emergência que vigora no país desde o ano passado.

A autoria do ataque ainda não foi reivindicada.

Lusa

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