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Atentado em Nice

Vladimir Putin exprime solidariedade e apela à luta contra o terrorismo

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, exprimiu hoje a sua solidariedade com a França, após o atentado de Nice, que fez 84 mortos, qualificando o ataque como um "ato bárbaro" e apelando à "luta contra o terrorismo".

"A Rússia está solidária com o povo de França neste dia difícil", escreveu o Presidente russo num telegrama para o seu homólogo francês, François Hollande, segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

"Partilhamos completamente a dor pelas mortes de um grande número de pessoas, possivelmente incluindo crianças", acrescentou.

No telegrama, Putin disse que o atentado de quinta-feira à noite, que qualificou como "particularmente cruel", mostra "que o terrorismo ignora absolutamente o que é a moral humana".

"A vitória contra este 'mal monstruoso' necessita da união das forças da humanidade civilizada", afirmou.

O político sublinhou a necessidade de "erradicar ou neutralizar os militantes e os seus ideólogos onde quer que se escondam" e afirmou que "a Rússia está pronta para uma cooperação estreita com a França e outros parceiros internacionais em todas as áreas da luta contra o terrorismo".

O chefe de Estado apresentou ainda as suas condolências às famílias das vítimas deste "ato terrorista bárbaro".

O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, disse por seu lado, na cimeira Europa-Ásia que decorre em Ulan Bator, na Mongólia, que o terrorismo "representa um desafio comum", contra o qual é preciso usar "da força".

O atentado em Nice, sul de França, na quinta-feira à noite, fez pelo menos 84 mortos e mais de 100 feridos, 18 dos quais continuam em estado considerado crítico, segundo o balanço mais recente do Governo francês.

Um homem lançou um camião sobre uma multidão na avenida marginal da cidade de Nice, a Promenade des Anglais, que na quinta-feira assistia a um fogo-de-artifício para celebrar o dia nacional de França.

As autoridades francesas consideram estar perante um atentado terrorista e o Presidente da França, François Hollande, anunciou o prolongamento por mais três meses do estado de emergência que vigora no país desde o ano passado.

A autoria do ataque ainda não foi reivindicada.

O condutor do camião disparou várias vezes antes de ser abatido pela polícia, disse o presidente da região de Provence-Alpes-Cote d'Azur, Christian Estrosi.

Por outro lado, uma fonte próxima da investigação, citada pela agência noticiosa AFP, indicou que foi encontrada uma granada "inoperacional" no interior do camião de 19 toneladas, a par com "uma série de falsas caçadeiras".

Lusa

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