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Atentado em Nice

Ministro francês diz que autor do ataque em Nice radicalizou-se muito rapidamente

O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, disse hoje que o autor do atentado de Nice "parece ter sido radicalizado muito rapidamente", e o presidente Hollande apelou à unidade nacional depois do ataque que fez 84 mortos.

FRANCK FERNANDES

O ministro Bernard Cazeneuve declarou hoje que o autor do atentado de Nice, já reivindicado pelo Daesh, "parece ter sido radicalizado muito rapidamente" e referiu que este foi um atentado "de um tipo novo" que "demonstra a dificuldade de luta contra o terrorismo".

O tunisino Mohamed Lahouaiej-Bouhlel, que provocou a morte de 84 pessoas quando conduziu um camião contra uma multidão em Nice que assistia ao fogo de artifício do dia nacional de França, "não era conhecido dos serviços secretos", disse Cazeneuve.

O ministro do Interior francês acrescentou que agora as pessoas "sensíveis à mensagem do Daesh participam em ações extremamente violentas sem terem participado em combates ou receberem treino".

Também hoje o presidente François Hollande apelou à unidade nacional, numa mensagem enviada aos ministros, citada por um porta-voz.

"Estamos num tempo em que, e testemunhámo-lo, existe uma tentação para dividir o país. Confrontadas com essas tentações, com esse risco, temos de apelar à união e coesão do país", disse o porta-voz Stephane Le Foll, citando a mensagem.

Na quinta-feira à noite, um camião avançou durante dois quilómetros sobre uma multidão na Promenade des Anglais (Passeio dos Ingleses), em Nice, que estava a assistir ao fogo-de-artifício para celebrar o dia de França.

O último balanço das autoridades francesas aponta para 84 mortos e 202 feridos. Pelo menos um cidadão português ficou ferido no ataque, confirmou o Governo.

O condutor do camião foi abatido pela polícia.

As autoridades francesas consideraram estar-se perante um atentado e o Presidente da França, François Hollande, anunciou o prolongamento por mais três meses do estado de emergência que vigora no país desde o ano passado.

O Daesh reclamou hoje a autoria do atentado.

Com Lusa

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